Citações

- William Shakespeare
Mostrando postagens com marcador Sonhos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sonhos. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 7 de março de 2014

Em meio aos lençóis

Traz-me a cama a dor noturna,
Em uma quimera de melodrama.
Mate-me a alma, perturba a chama,
Que no peito reside reclusa.

Sofro de Ti perda absurda!
Tão somente vendo da varanda
Do meu ser, que sucumbe ao drama,
Da inexplicável partida tua.

Choro a falta dos ósculos meus,
Enquanto vivo triste dor: adeus;
Ouvindo o coração clamar: "retorna!".

Pode ferir-me pequenino deus!
Pois agora vejo os medos meus...
Perco-te em sonho, acordo, aurora.

by Calado

sábado, 29 de junho de 2013

À deriva



Entrego-me outra vez, silenciosamente;
A uma tão doce e triste solidão.
Saudade, abismo, imensidão...
Sentimentos que me invadem tranquilamente.

Quase que sonolentamente,
Vejo o abismo, a profunda escuridão
Desses medos vem e cedo não vão.
Meu amor parte tão docemente.

Um barco a vela à deriva.
Mais uma alma achada e perdida,
Neste mundo a caminhar.

Um dor, uma sangrenta ferida,
Um adeus para uma desconhecida,
Neste mundo sem amar.





by Calado

terça-feira, 28 de maio de 2013

Canção noturna



Salto deste penhasco de pluma.
Caio em sonho profundo,
Noite de trevas e bruma.
Uma melodia a me perturbar,
Vem atormentar-me no escuro.

Não a imagem ou memória alguma.
Apenas um desejo obscuro.
Mas me vem à mente: musa...
Aquelas às quais jamais irei amar.
Me acho, me perco, me excluo.

Esta não sai de orquestra, é muda,
Mas, tão somente a escuto.
E agora de forma alguma,
Eu poderei a segurar.
Caminho, perco-me... sumo.

Então... Durmo e acordo com esta música.
Medo em sonho, sustos.
Desta doce solidão noturna.
Da saudade de um amar.
Deito-me, viro, durmo.








by Calado

domingo, 5 de maio de 2013

Pedaço de Saudade



Tenho saudades...
Em parte, de amar-te.
A ti, que não conheço.
Que talvez não mereça,
Amar tua voz,
Tão somente abraçar-te.

Tenho saudades...
De a Ti ofertar-me.
Isso agora desconheço.
Talvez você jamais apareça,
Ou voltemos ao "Nós"!
Então vivo a imaginar-te.

Tenho saudades...
Em parte, de odiar-te.
Do rancor de sangue espesso.
Que a raiva transpareça.
Das brigas à sós.
De por Ti magoar-me.

Tenho saudade...
De somente ter saudade.
Minha falha reconheço.
Mais que isso: fraqueza!
Ter em mim atado o nó,
Que tu em mim não apertasse.

Tenho saudade...
Em partes e partes.
Pedaços de um só espelho.
E agora já não tenho certeza,
Se contigo ou só,
Neste sonho de lembrar-te.







by Calado

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Vida Vela Mar




Por certas distâncias atraído,
Hoje pago o preço,
O castigo, que tão somente mereço
Condeno-me a ser perseguido.

Por sentimentos infiéis, traído.
Somente a noite vê que padeço.
E a sábio ensinamento, agradeço,
Pois no sofrimento tenho aprendido.

Com a vela já rasgada,
Vida, velha, voraz enfadada;
Rasgo-me, retorno a remar.

Pobre, podre esta jangada,
Vida, vil, voraz malvada,
Lamento, leva-me de novo ao mar.










by Calado

domingo, 21 de abril de 2013

Morcego




À noite, onde caminhar e pecado.
Eu sobrevoo arranha-céus.
Vestido com este manto, negro véu,
De meu sangue hoje ausente e expirado.

À noite, onde sou encontrado.
Existe do dia o castigo, amargo fel.
A dor e a angústia de um condenado,
Que agora, espalha sua dor aos sete céus.

Empunhando o rancor escarlate,
De desventuras desgraçadas.
Em um voo livre, morcego.

Então deixo a solidão que abate,
Com asas, abraço a lua amada,
Nesta noite por mim tingida de vermelho.












by Calado

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Relance



De relance, em um lugar lotado.
Onde a euforia e o descontrole dominam,
Tornando o coração acelerado...
Uma breve troca de palavras,
Olhares.
A significarem absolutamente nada.
E tudo...
Tão somente para mim.

De relance, meu coração viu-se encurralado.
Preso a emoções que apenas cresciam,
Deixando atônito, paralisado.
E pensar que não havia nada...
Ainda que me esforçasse,
Para que eu pudesse conquistá-la.
Inútil...
Tão somente para mim.

De relance, vi-me brevemente apaixonado.
Das pessoas que nada percebiam...
Nem mesmo seu olhos teriam notado,
Minha feição levemente pasma.
Impotente, covarde;
Podendo tão somente fitá-la,
E acima de tudo,
Tê-la tão somente para mim.

De relance, apenas mais uma no aglomerado.
Em meio tantas indo e vindo.
Dificilmente pode ter ela notado...
Que por ela meu coração disparava. 
Se eu Ousasse...
Tocar sua mão rosada,
Eu, deste mundo excluso,
Tão somente para mim.

De relance, outro sentimento desperdiçado?
De paixões que já me perseguiram.
Eu, cá fico, outra vez solitário.
Enquanto ela parte, seguindo sua jornada.
Se seu nome perguntasse...
Se lhe cortejasse com ouro e prata...
Mas me calo, a vejo mudo...
Tão somente para mim.









by Calado


terça-feira, 28 de agosto de 2012

Sonho para nós dois




Criei um sonho para nós dois,
Um tanto longe da realidade.
Embora,
Os sentidos aguçaram a vontade...
De estar perto,
De tocar-te.

Criei um sonho para nós dois,
E nem sei, onde andarás na verdade.
Talvez,
Em busca da sonhada liberdade...
Longe de meus braços,
De abraçar-te.

Criei um sonho para nós dois,
Enquanto aguardava que em casa eu chegasse.
Disperso...
Não vi bondade, tristeza, alegria ou maldade.
Apenas queria-te,
Desejava encontrar-te.

Tentei criar um sonho para nós dois,
E apenas desejei que tu um dia sonhasses.
Enfim,
Mais um sonho que não virá à realidade.
Sonho de paixão.
Sonhos de amar-te.








by Calado

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Premonição



Mais, e mais...
Cada vez mais fundo.
Nesta ínfima tristeza.
Hades, sepultura,
Solitárias profundezas.


Há? Não há mais!
Corte profundo,
Causado por infame fraqueza;
Dolorosa ternura...
Desgraçada, pobreza.


Houve aquele "jamais",
De meus olhos ao mundo.
Doce e infinda em frieza,
Não motivo de desculpa.
Ou importar-se com alheia tristeza.


Breve, nem te lembrarás.
Serei o vento mudo...
Coisa que não perceba.
Tal como... Flor miúda,
Uma pobre alma passageira.


Mas, não mais!
Tento amar o mundo,
Mas o mundo este mundo me rejeita.
Premonição absurda?
Sonhei com isto a noite inteira.
















by Calado

sexta-feira, 13 de julho de 2012

À Cama








As noites sempre tão frias...
O tempo vagarosamente se vai.
Somente... Minha respiração ecoa,
Neste silencioso penhasco.


Um abismo distante, próximo.
Engolindo estrelas que não vejo,
Acida do telhado a curvar-se
Diante de tristezas noturnas.


Terra sem dia, morada da noite.
Limbo da consciência, desperta,
Onde alma  tortura-se em punição...
Aos desejos nascidos na luz.


Aqui, a solidão é só mais um,
De outros substantivos emocionais.
Distante da racionalidade...
Perto do leste da madrugada.


As noites são sempre tão frias.
O tempo, vagarosamente se vai...
Assim como meus sonhos diante de mim,
Enquanto ainda de olhos abertos.














by Calado

sábado, 26 de maio de 2012

Crepúsculo dos sonhos




Finda-se o dia.
Frustrar-se,
O que mais esperaria?
Adormece!
Oh! Efêmero desejo.

Foi-se o que parecia.
Nuances...
Que morrem ao fim do dia,
Crepúsculo!
De tudo que hoje creio.

Digo: "Amanheceria?".
Espero...
Mas só a incerteza sorriria,
Do triste,
E belo fim que agora vejo.

Morre! Triste alegria.
Vais...
Quando jamais esperaria,
Sonho,
Enterrado depois do cortejo.









by Calado

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Fracasso




Minhas mãos, meus tesouros...
Tão frívolos para alguém se importar.
Efêmeros.
Sonhos na areia da praia.
Um olhar que se fecha,
Uma bouca que se cala.
Lâminas inúteis, quebradas!
Guerra perdida, honra maculada;
Espólio de luta...
Despojo.
Há mais valor em meu sangue!
Que agora,
Entre a lâmina e a terra,
Qual quadro...
Vem colorir o verde,
Onda um dia houve esperança plantada.


















by Calado

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Fantasia



Este mundo somente meu...
Onde tu és minha.
Onde o amor prevalecia,
Lugar onde o sol adormeceu.


Mundo onde... Amante teu,
Clamando-te "amada", "querida",
Dedicando-te por inteiro a vida;
Lugar onde sou o amor seu.


Aqui; Jamais houve partida,
Nem se quer uma paixão não correspondida,
Lugar onde me vejo nos olhos seus.


Aqui... Tua mão segura firme a minha,
Um abraço que jamais se finda,
Afoga-me em meio aos beijos teus.












by Calado

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Rua minha



Todos os dias...
Lembrarei da pena minha,
Fortuna, cruel e mesquinha;
Privando-me de Alegria.


Todos os dias...
Ela passa pela minha rua.
Vejo-a virando a esquina,
Que de meu coração a desvia.


Cada qual em seu lugar;
Em universos tão distantes,
Fortuna ruim, amor perverso.


Eu em tua órbita a girar,
Como uma pobre estrela errante,
Sem amor, Sem destino certo.
  
  
  
  
  
  
  
  
by Calado

domingo, 1 de abril de 2012

Sonho perturbado




Nunca tive sonho...
Quem me fosse tão real.
E você?
Estava lá - Para me assombrar!


Fazendo tremes o coração;
Gelando-me o sangue.
Para que?
Se... Em vida não quisestes amar.


Provida de argumentos mil;
Agora aparece-me em sonho?
Temo que...
Se agrave o meu triste estado.


Estava tudo tão real...
Cada coisa em seu lugar,
Assombroso,
Só deste modo... Consigo descrever.


Sonho maligno; Trouxe-me medo!
Pois tu surgia sem esperar.
Anseia destruir-me?
Hoje - Indago sobre tua intenção.


Vejo, tão somente agora.
Sou eu, mais um pobre condenado,
que amarrado está a um sentimento;
Sem luz ou esperança de um realizar.
   
  
   
  
   
   
  
by Calado

Questionar


Por ventura... Declarar-me-ei novamente?
Ou... A ti dedicarei mais palavras?
Livrar-me-ei de duvida corrente?
Ou... Tocarei outra doce escala?


Terei olhos... A me desejar no presente?
Ou... No futuro, nada me aguarda?
Serei... Escravo da Fortuna desgraçada?
Terei eu, o contentamento agora ausente?


Cessarão então... Minhas questões de amor?
Ou sou eu indigno de amar?
Fadado, reservado me foi a dor?


Provarei... Acaso doce abraçar?
Ou, presentearei novamente uma flor?
Ou tão somente, me resta este questionar?
  
  
  
  
  
  
  

by Calado

Europa




Certa vez, em noite escura como esta;
Um sonho... Vem e me arremessa,
Para uma terra distante.

Brancos rostos, chapéus à testa.
Rubras faces, timidez expressa,
Em seres tão inconstantes.

Frieza que não se contesta,
Vinda de eterno luto... Nunca festa.
Olhares secos, profundos... Brilhantes.

Enfim, a felicidade é esta,
De mostrar o que sinto, escrever na testa;
Não esconder-me, sentimento constante.

Sobretudo preto... Esta aresta...
Com apenas o significado que resta,
De um buscar sem fim, ofegante.

Sonho que a felicidade me empresta,
Vem sobre o calor e contesta,
Com frio este sol cortante.

Abro os olhos, nada me resta;
Da janela vejo a teatral peça,
Neste lugar que não me é importante.
  
  
  
  
  
  
  
by Calado