Citações

- William Shakespeare
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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Plástico plano



Na miserável plástica vida,
O resto mortal de tronco se abriga,
À esperar os luminares do ser.

Engenharia, formadas em pilha,
O peso torce a plástica amiga;
Que só em noite torno eu a ver.

E agora, já não mais veria
O fundo da glória, sapientía,
Neste vazio interno a crescer.

E como triste funérea mania,
Há morte e exumação todo dia,
De homo nada sapien à morrer.

Cresce a ânsia, que anseia, grita,
Pelo poder oculto agoniza
Na morte, e morro, por não saber.



by Calado




sábado, 24 de agosto de 2013

A busca




Enfim... Busco meu coração.
Ou a razão que deve ocupar o lugar.

Busco uma triste emoção,
Uma maiori sapientiae para me ensinar.

Busco um passado ilusão.
Uma dor para me matar.

Corro atrás de fogo e carvão...
E do frio para me acalentar.

Busco, busco, decepção!
Minha vida é tão somente buscar.




by Calado

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Ruminal



Que é esta faca,
Que agora fere-me?
Que faz esquecer-te
Do tempo despendido.
Vais agora me matar?

Que é a palavra,
Se não sopro breve?
E logo perecem...
Ficará o rancor terrível,
Vens agora encarar?

Que tua capa,
É manda de dor celeste.[?
Que sofres e mais queres.
Ainda conselho amigo;
Preferes definhar?

Rumino como vaca!
Tu somente perece.
isto não merece:
Lealdade de guerreiro antigo.
Já pode teu sepulcro habitar.

Pois sou como roca,
Sou fiar onde se tece,
Seda-sabedoria mais leve.
Agora coração ressentido.
Teu sofrimento pode se afogar.


by Calado

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Metanóia




Corta o peito, rasga o céu
Da boca, ferida purulenta.
Provocar dor, tormenta,
Corta o laço, rasga o véu.

Aço que outrora fez-se anel,
Agora sê lamina sangrenta.
Vem à alma e a condena,
A ser amarga como o fel.

Sendo já o que não era.
Abre a carne que lhe cobria,
Nascer de criatura.

Apresenta-se besta, fera.
Lamina, veneno, cólera fria,
Maldade e formosura.







by Calado

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Zumbi



Sem caminho!
Vagando... Vagando...
Sem rumo,
Noite à dentro,
Desapareço, sumo...
Adentro a escuridão,
De olhos que não veem o clarão.

Sem destino!
Insano... Insano...
Assumo,
Que agora já não penso.
Apodreço, durmo...
Em transe, sem exatidão,
Do estado em que meus olhos me verão.

Não sinto,
Parando... Parando...
Escuro,
Não há calor aquecendo,
Nem mesmo frio noturno...
Apenas o vazio, glutão,
Desejo de saciar sedes que jamais cessarão.

Não vivo!
Vagando... Vagando...
Mergulho,
Na natureza que vai me corroendo.
Do "ser ou não ser" este mundo,
Possuindo apenas um grão,
Busca, desejando universos em expansão.









by Calado

domingo, 1 de julho de 2012

Quarto infinito




Em um quarto...
Uma vida vazia...
Ao som de uma caixa de música.
Uma inabalável melancolia,
Espreita o intimo do ser.
Com medo...
De talvez não ser.
Alguém...
Algo...
Desejo de amanhecer,
Atravessando diferentes dimensões.
De tantos...
De todos...
Os possíveis mundos um dia teus.
Ao som desta doce caixa de música...
Em vida!
Um jornada...
Através de uma mente abandonada.
Em um canto escuro...
Qualquer.
Em um quarto...
Espelho perpétuo da psiquê.
Sonhos de noites perturbadas,
Seu mundo...
Sua jornada...
Através do que um dia se perdeu....
Em meio ao que nunca foi teu...
Nasce!
Mais uma alma de tantas.
Mais uma razão quântica.
Um número...
Dos anos de sua existência.












by Calado