Citações

- William Shakespeare
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terça-feira, 5 de novembro de 2013

Polaridade

De norte à sul, prefiro a morte.
Chave para baixo paralisa
Esta tristeza que merecida,
Insiste em matar-me à noite.

Chave à cima... do sul ao norte,
Algum raio de sol me anima.
Chave à baixo, mesmo de dia?
Melancolia doce, Ah! Que sorte...

Vê! Passou hora de belo sol.
Nublado é este meu triste céu;
Não há onde se possa repousar.

E no fio do pendulo... Só cerol.
Nas facas-badaladas, puro fel.
Desvio de teu esmeralda olhar.

by Calado

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Sobre as torres de pandora




Me assusta esse Belo!
Que redutível em cinzas,
D'ouro se adornar precisa.
Passageiro e efêmero,
Venenoso sofisma.

E a ele não quero!
Somente borrão de tinta.
Que a tudo escandaliza;
Oh! Orgulhoso e pequeno.
Nada és para vida.

Perdão! Sou sincero.
Digo: Feres a vista,
À qual eras bem vinda,
Já não dedica-lhe zelo.
Oh! Infame pequenina.

E agora já não espero...
Que esta mente faminta,
Deseje tal beleza ressequida.
Antes, padecer, é meu apelo...
Livrar-me desta maldita.


Com no passos no teto,
De ponta cabeça caminhas.
Porém, vazia e desnutrida,
Falta-lhe humanidade e apego,
Às mãos outrora estendidas.

E a luz de meu olhar nego,
Para tua bela carnificina.
Pois foste da beleza à rapina,
E agora és fantasma meigo...
És uma deusa maldita.




by Calado

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Androide



Lá vai o androide!
Ligando-se por cabos e fios
Invisíveis, pairando no vazio.
Movimentando-se sem pensar.
Que realidade pobre.

Lá vai o androide!
Para onde não há calor ou frio,
Onde só há alegria e brio,
Onde ninguém pode se alcançar,
Mas perto estar se pode.

Lá vai o androide!
Que nada faz sozinho,
Um programa pequenino;
Sem nunca jamais pensar.
Que vida triste o acolhe.

Lá vai o androide!
Com os demais parecido.
Gêmeos tardiamente concebidos,
Se nunca se encontrar,e
Pois isso não escolhe.

Lá vai o androide...
Sorri e chora sozinho.
Em um viver quadrado e pequenino.
Só caracteres a adicionar.
Que vida limitada androide!

Lá vai o androide!
Vivendo da vida do vizinho.
Esquece e é esquecido.
Chegou a hora de atualizar,
Esqueceste a vida que lhe acolhe?


by Calado

domingo, 28 de abril de 2013

Passos mortos




Passo à passo,
As lágrimas e a chuva feriam,
As pernas e os passos gemiam,
Na marcha ao luar,
Sentidos aguçados,
Corpo a desmaiar.
Espirito quebrado.

Passo à passo,
Os gestos que os braços faziam,
Aos céus que tristes  não respondiam.
Não pode repousar.
Pobre desgraçado,
Veio se amaldiçoar,
Por sua lâmina traspassado.

Passo à passo,
E agora, que meus olhos já não viam...
Tão somente alguns resquícios serviam,
De guia ao lar.
Um caminho mal traçado!
Vim por este trilhar,
E até hoje ainda vago.

Passo à passo,
E percebo que meus passos sumiam,
Ao passo que lágrimas se vertiam.
Não posso te enxergar,
Será que estou fadado...
A tão somente vagar,
Sem ser encontrado?

Passo à passo,
Lar, passos, lua, desapareciam...
Diante de meus olhos que também sumiam.
Já não posso olhar,
Com os olhos de amado.
Já nem mesmo posso respirar,
Como fantasma,caminho, perambulo...  Vago.















by Calado

domingo, 21 de abril de 2013

Quimera




De mil seres munido.
E pensamentos mil vividos.
Extrato de mim mesmo,
Caminho em meio ao ermo;
Das coisas que vieram me formar.
Daquilo que não posso enxergar,
Torno-me a mim, torno-me nada.

Com nada parecido!
Olho-me, me intrigo...
Sobre o ser eu mesmo.
Essas asas, patas que não reconheço.
Triste canção de despertar,
No céu que não posso entrar.
Torno-me a mim, torno-me nada.

Agora... Impelido,
A este destino em pedra esculpido.
Com meu sangue a história escrevo...
De encontrar-me no espelho.
Em meio ao corpo que vim habitar,
Patas, asas, rostos que não posso identificar...
Torno-me a mim, torno-me nada.

Então, serei esquecido.
De minhas memórias apagado e banido.
Apenas verei o sangue que verto,
Deixar o retrato do que descrevo.
Enquanto perco a vida que vim ganhar,
Vida que minha não pode se tornar,
Tornei-me a mim, tornei-me nada.














by Calado

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Armadura quebrada





Palavras de outrora ao vento,
Mostram a dor e a angústia.
Tempos de dor e penúria,
Sofridos no decorrer do tempo.

Hoje em triste desalento,
Chorando por um razão impura.
Dúvida de dor e sofrimento,
Que recusa-se a ver a cura.

Nas quatro paredes estou vendo,
O ser o não ser, a injúria;
Que afagam a mentira imunda,
E acariciam a mão que causa o sofrimento.

Hoje em triste desalento,
Deseja a solução da pra obscura.
Caindo em mentiras, esvanecendo,
Como guerreiro que perde a armadura.

Ah! Se privado fosse teu sofrimento!
Ainda que só restasse feiura...
A tela desta triste pintura,
Se tornaria o quadro do Sol nascendo.

Mas tuas penas caem e tremendo,
Inspira-te na canção que enclausura,
Levando-te a um mundo pequeno,
De lixo abissal e lamúria.

Considera os caminhos terrenos
Levando ao inferno e a tortura.
Esquecendo a sanidade das alturas,
Onde mudas teu destino efêmero.











by Calado