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"Ser ou não ser, eis a questão: será mais nobre |
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segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Periódico
Nas batalhas que vivi,
Minha medievalidade se foi.
Veio-me então, novo existir.
E assim, como tantos outros,
Renasci! vivi novo momento,
Descansei no barroco.
Veio então um clássico de mim,
Tão glorioso e severo!
Virtuoso e perfeito em si.
E certa dama, fez sentir-me dor!
Vi-me romântico e trágico.
Perdido, em busca de amor.
E moderno então me fiz!
Sempre com sentido de retorno
À vontade de ser feliz!
Hora romântico fervoroso,
As vezes clássico cruel.
Tentando renascer de novo.
Tantos sentimentos à exprimir.
Em pouco tempo que se pode ter,
Várias indagações faço à mim!
Em verdade, sou confusão sem fim.
Contemporâneo de volta ao passado...
Visitando os vários de mim .
Por vezes alegre ou nervoso,
Acordo no amor, durmo em ódio.
Sou, torno-me, mudo, me faço novo.
by Calado
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Coletivo
Musas, vem a mim no vão
Das entranhas de um monstro.
Vejo, e tão somente sonho.
Ouço sussurros, conversação.
Sarar-me -iam da solidão?
Trariam o sol que vai se pondo?
Por ventura, deixariam engano...
Amor ou eterna rejeição?
Medusas, ninfas, semi-deusas.
Mostram-se como bem desejam,
Em mais uma curva na vida.
Fadas malvadas, Amáveis bestas.
Dão-me; tiram-me; o doce sossego.
Tensão em corda estendida.
by Calado
domingo, 11 de agosto de 2013
Habitante da janela
De uma janela à outra,
Em uma sala vazia.
Vendo vida viver avarias,
Fita correr o vento.
No chão vermelho,
Triste e sangrento:
Coração exprime-se por porta.
Uma muda de roupa.
Para artificial alegria.
Troca de mascara dia à dia,
Perda de tempo!
Movimento de ponteiro...
Sim, Senhor, Sargento.
Coração servido em torta.
E a fera corre à solta,
Pela rua da'gonia.
Onde a pele arrepia...
De lá, vem o lamento.
E o céu inteiro,
Lhe é bronze e tormento.
Coração mora em revolta.
De uma janela à outra,
Fita a rua dia à dia.
Assim da vida se estia,
O que lhe resta de sereno.
Passam, pessoas, passeios,
Casa, concreto, isolamento.
Peito de janela, não há portas.
by Calado
sábado, 27 de julho de 2013
Obelisco à humanidade decadente
E
Houve
Um dia,
Em que nós
Almejamos a grandeza...
E a sua companhia.
O conhecimento e o seu poder,
A sua irmã sabedoria.
Vencemos hidras e leões;
Titãs, deuses e o Khaos.
De guerras outrora campeões,
De Roma vencemos a tirania.
E assim pudemos conhecer o mal!
Separamos o mito do inevitável mundo real,
E o homem sofreu queda do céu ao imundo chão!
Foi-se conhecimento, grandeza, força e a doce dama sabedoria,
E nos fixamos à terra, à escuridão, à vergonha e a lamaçal da podridão.
Nunca se pensou que tal monumento à mediocridade e à pobreza se ergueria,
Sobre pouco conhecimento
Enraizada.
by Calado
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Marcas
Das batalhas,
Brigas e mágoas.
De olhos feridos,
E ódios sentidos.
Ficaram marcas.
Das risadas,
Alegres, abobalhadas.
De lindos sorrisos,
E abraços aquecidos.
Ficaram marcas.
Das afiadas...
Lâminas ensanguentadas.
De estar entre os feridos,
De a guerra ter perdido.
Ficaram marcas.
Cenas passadas.
Imagens amareladas.
Algo já esquecido,
Mesmo até perdido.
Ficaram marcas.
Sorte fadada,
Ao fio da espada...
Sangue foi vertido,
Me dera ter morrido.
Tenho apenas as marcas.
by Calado
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Horas vividas
Suas rédeas... Que as perco,
Na banalidade de meus esforços.
Levando-me à fundos poços;
Memórias: sorrisos, desterros.
Relógio, ponteiro, passar.
Dos infantis sorrisos, esqueço.
E já não lembro-me do ócio.
Perco forças, e o cálcio dos ossos,
Não reconheço a mim mesmo.
Relógio, ponteiro, passar.
Cirandas esquecidas no tempo.
Agora só restam "negócios".
visões que cansam-me os olhos.
E de alegrar-me, esqueço!
Relógio, ponteiro, passar.
Da velhice tenho o que mereço!
Ou apenas um amontoado de troços.
Passar de tempo, frigir de ovos.
E até de morrer me esqueço?
Relógio, em nada podes me perdoa?
by Calado
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Zumbi
Sem caminho!
Vagando... Vagando...
Sem rumo,
Noite à dentro,
Desapareço, sumo...
Adentro a escuridão,
De olhos que não veem o clarão.
Sem destino!
Insano... Insano...
Assumo,
Que agora já não penso.
Apodreço, durmo...
Em transe, sem exatidão,
Do estado em que meus olhos me verão.
Não sinto,
Parando... Parando...
Escuro,
Não há calor aquecendo,
Nem mesmo frio noturno...
Apenas o vazio, glutão,
Desejo de saciar sedes que jamais cessarão.
Não vivo!
Vagando... Vagando...
Mergulho,
Na natureza que vai me corroendo.
Do "ser ou não ser" este mundo,
Possuindo apenas um grão,
Busca, desejando universos em expansão.
by Calado
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Labuta
Construo um castelo após o outro.
Desfaço-os, primeiro e segundo.
Destruo, reconstruo meu mundo,
Com piche, sangue, cimento de osso.
Faço de cada dia destes tesouro.
Cada dia aqui, triste e imundo.
Cada hora e segundo preciso
Aos quais estou aqui recluso.
Mãos, calos, sem cálcio os ossos
Vão esfarelando-se no esforços
De em um novo mundo habitar.
Faço e desfaço tudo o que posso
Me submeto à tudo menos ao ócio
De poder este corpo descansar.
by Calado
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
O Tempo
O Tempo é cruel,
O tempo não volta.
Vão se amores, amizades,
Permanece a revolta.
Amigo infiel...
A estrada torta.
Oh! Tempo cruel,
Tempo que não volta.
O Tempo é fiel,
O tempo não solta,
Jamais as rédeas da verdade.
Coisa agora já mortas...
Partida cruel,
Batida de porta.
Oh! Tempo cruel,
Tempo que não volta.
O Tempo do céu,
O tempo não volta.
Faz e desfaz igualdades.
Leva, nem sempre traz de volta.
Amigo fiel...
Está presente a toda hora.
Esse Tempo cruel,
Tempo que não volta.
O Tempo é broquel,
O tempo não volta.
Apesar dos golpes que aguentastes,
Apenas feridas expostas.
Espera o céu,
O qual não vê agora.
Oh! Tempo cruel.
Oh! Tempo, volta!
O Tempo é cruel,
O tempo não volta.
E apesar desta oração entregar-lhe,
Desta canção não escutas se quer uma nota!
Resta-me sabor de fel,
E campos de gente morta.
Oh! Tempo, és cruel...
Oh! Tu que não voltas.
O Tempo é cruel,
O tempo não volta.
Vão se amores, amizades,
Permanece a memória
Inferno, céu...
E minhas estórias,
Oh! Tempo cruel,
Tempo que não volta.
by Calado
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Horizonte Cinza
Tudo tão repentino.
Em mais um tufão de destino,
O outro lado do mundo posso olhar.
quando me julgo menino,
Abriu-se para mim o infinito...
O qual antes não podia tocar.
Olhares desviados, gesto mesquinho;
Revela-se o intuito sofrido.
O espaço que não há para se habitar.
No chão - Cratera de meteorito.
No Céu - Escudo de bronze reluzindo.
Esperando mais um se entregar.
Coração trancado em um bauzinho...
Contraste de eterno e finito,
Somente no caminho tenho meu lugar.
by Calado
domingo, 1 de julho de 2012
Destruídor
De costas para mim...
Aonde quer que eu vá,
Várias realidades me ignoram.
Perante minha presença...
Se apartam, choram,
Neste eterno caminhar...
Só há lugares inadequados a mim.
Repúdio sem fim...
Vejo minha alma se despedaçar.
Diante de coisas que não me aceitam.
Me dada foi a sentença...
De fronte as estes mundo que me rejeitam,
Vejo um triste guerrear,
Uma incerteza sem fim.
Vendo a instabilidade ferir...
As asas com que eu posso voar.
Mundos ainda sim me imploram,
Que eu cumpra a penitencia!
Meros vermes que se rastejam...
Desejam me ver chorar,
Eu então darei vosso fim!
Destinado... A destruir!
Não importa em qual lugar...
Lágrimas estalam, ressoam.
Eliminando minha porção de esperança!
Meus gritos tão somente ecoam,
Em meio ao que não posso evitar...
Este destino de anunciar o fim!
By Calado
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Borboleta negra
Ela veio como o vento...
Deixou o aroma de seus cabelos.
Tirou-me a paz, o sossego,
Bateu suas leves e negras asas...
Foi-se em curto tempo.
Ela veio como o vento...
Ignorou o meu triste apelo!
Deixou morrer um puro desejo,
Nunca se importara!
Desprezou do amor o intento.
Ela veio como o vento...
Ignorou como eu a vejo...
Sangro... Sofro... Pelejo!
Mesmo que não a conquistara...
Alegro-me em meu desalento.
Pois... Ela veio como o vento!
Deixou sua brisa de refrigério.
Doce e gentil, tímido gracejo.
Abriu então tão belas asas...
Foi-se quando já era tempo.
by Calado
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Adolescência
Realmente, surpreende-me...
Este senhor chamado tempo não nos separou!
Graças a isso, algo muito mais especial...
Integro e real se tornou.
Nem mesmo a distância física o pode fazer.
Assim... Crescemos juntos.
Mesmo estando separados,
Estivemo lado a lado.
Lembrando de nossos dias...
Onde amor e amizade nos era confiado!
by Calado
O relógio
E um minuto... Fez toda diferença.
Naqueles tempos de valentia,
Rosas, cartas, carícias,
Presente, mesmo na ausência.
Tempo, tempo, que exigência,
Por ti, esqueci mim, apenas vivia...
Para teu deleite, alegria,
Estar alegre ou triste, não fazia diferença.
Um minimo mover de ponteiro,
Um doce adeus a ecoar,
Uma lágrima solitária a cair.
Vê-se, meu olhos em pranto, chorar...
De tristeza de ver-te partir,
Tempo, fez destino traiçoeiro.
by Calado
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
A estação
Carinhos....
Perdidos, dispersos, aleatórios;
Ente vários dentro desta estação,
Emoção, comoção, afeição...
Tudo sendo mostrado ao mesmo tempo,
No relógio olha-se o tempo
Da partida.
Adeus amado... Adeus querida...
Uma hora que nunca chega,
Mas, também não se deseja.
Abraços, laços, acenos desesperados,
Em meio a tanta confusão,
Tanta guerra, onde se enterra
A dor e mágoa de outrora.
E mais uma vez, o olhar,
Na hora...
Tempo, tempo, tempo...
Que perde-se e não volta,
Este também aqui me solta,
Abandona, acompanhado, outro condenado,
A vagar por esta pequena estação.
Vai partir o trem...
Alguém mais vem?
Pois sei que muitos estão vindo!
Alguns tão esperados, queridos,
Outros serão abandonados, esquecidos,
Alimentando a multidão de miseráveis...
Pergunto-me: "Onde foi nosso amor?"
Será que o ultimo trem pegou?
Um de nós guardou?
Ou caiu de nossa mãos... Estação.
Outra olhada no relógio...
Uns ficaram.... Outros partiram...
Uns chegaram, outros jamais virão!
Volto... A este conflito:
Herói - Vilão
Bondoso, maldoso,
Cruel, fiel,
Esperando quando virá o próximo trem.
by Calado
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Cronologia
Meu relógio não tem marcado as horas!
Longas... Longas horas,
Me sinto fora de tempo,
Fora de meu tempo.
Fora de mim mesmo...
Busco um pouco de quem sou.
Não me encontro,
Ai de mim - Se me encontrar,
Nada de mais a perguntar.
Responder quem sou?
O que é minh'alma?
Nada tão eterno...
Mas nada tão mundano...
Só quero recuperar meu tempo!
Ou pelo menos parte deste...
Me sinto desorientado,
Pois, meu tempo tem passado...
Não... Eu não tenho acompanhado!
Me sinto fora de tempo...
Perdi minha cronologia!
Sem um começo...
Sem um fim...
Sem qualquer vestígio de história.
by Calado
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Sujeito Oculto
No movimento dos astros,
No simples e lindo brilho das estrelas.
Contemplo eu... Todas...
Tão belas, ao mesmo tempo.
Nas fazes da lua...
Em seu brilho frio e acolhedor.
Eu as vejo!
Pelas lentes de meu coração.
Dormindo...
De olhos fechados...
Mesmo assim, acordado.
Eu as vejo, e as amo!
Um amor transcedental;
Impossível, surreal,
Gravuras belas entre as nuvens.
Eu as vejo...
Como queria que todos os meus irmãos,
As vissem como eu!
Mas então... Elas não me vêem!
Se quer minha existência percebem,
Impossível! Surreal!
Isto é o que sou...
Não perceptível aos sentidos.
Quem me dera ser encontrado,
Perdido como estou...
Em minha mente.
No infinito universo dentro de mim,
No movimento de meus astros,
Eu as vejo, mas...
Elas não podem ver quem sou eu!
by Calado
domingo, 25 de setembro de 2011
Barroco
Templo eterno e vazio em mim;
Barroco de abandono e solidão,
Meu profano e sagrado sem fim.
Contemplo tua arquitetura do coração;
Forma sem forma, dentro de mim;
Templo de tempos que não se contarão.
Foi-se minha fé, me vejo assim...
Espiral interminável, muitos não me encontrarão.
No templo que há no tempo dentro de mim.
Perdas e ganhos, luz e escuridão;
Me arrependo de perder-me à mim.
Meus olhos não me encontrarão.
Meu eterno vazio sem fim,
No dia em que as luzes se apagarão,
Meu sagrado será profano em fim!
by Calado
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Mentira
Mentiras... Mentiras...
Mentimos a nós mesmos,
Fazemos-nos acreditar...
Ora! Mentiras...
Que tudo que dizemos é verdade,
Palavra sustentada,
Imutável.
(Quão mentirosos somos, não?)
Apenas mentiras...
Do dia que nascemos,
Até o dia de nossa morte.
Ora... Nossa vida, uma mentira.
E que mentira!
Amamos... Odiamos...
Voltamos a amar...
Mentimos amor!
Odiamos novamente,
E voltamos a amar.
Mentimos o ódio!
Mentiras e nada mais!
Apenas pequeninos mentirosos,
Nas grandes...
E nas pequenas coisas...
Mundo contemporâneo...
As mentiras mais antigas do universo.
Aqui fala um mentiroso,
Que não cumpre promessas!
(Ora... Quão mentiroso és!)
by Calado
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Aleatório
Vagando, assim sou encontrado.
Presente e ausente,
Como uma sombra de mim mesmo,
Assim sou encontrado...
Existo na inexistência.
Conhecido por muitos,
Desconhecido por todos.
Como uma foto que se apaga,
Um silêncio, um ser mudo...
Sou encontrado na ausência.
Aleatório, não sou encontrado.
Existo para mim,
E não sou para ninguém,
Sou amado e desprezado...
Pelo que sou, pelo que existo.
Pois morro e volto a viver,
Acordo e durmo,
Como se entre dois mundos,
Onde eu existo, onde posso ser...
Vagando entre as dimensões.
Pois não pertenço a lugar algum!
Nem ao menos existo aqui,
Também não poderei existir,
E tempo, espaço, em mundo algum...
Dormindo, jamais posso descansar.
Pois já fui e não fui.
Pois sou o que não sou.
Estou e não estou,
Existi e não existi.
Sou a sombra, sou o vácuo de mim.
by Calado
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