Citações

- William Shakespeare
Mostrando postagens com marcador Mundo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mundo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Farsa feminina




Ver, por dentro deste abismo pulsante,
Ver meus ossos corroídos.
Meus sonhos e desejos, perdidos,
Diante desta atmosfera sufocante.

Agora, tão somente mero farsante.
Casca vazia de um pobre menino,
Por mil erros e acertos, ressentido.
Segue um caminho de torturas enfadantes.

Alcanço então com estes olhos vacilantes,
A plenitude falha e tortuosa do destino.
Vejo tão claramente este empecilho,
Que torno-me nada em todo instante.

Logo, mais uma vez ao ar sufocante.
Vendo todo meu corpo ser corroído,
Por este maléfico poder inimigo,
De um coração negro e ameaçante.

Enganado por mentiras pedantes.
As quais desejam mais e mais corações partidos.
Olho então... Este universo de ladrão e bandido,
Onde todas são atrizes estrelantes.











by Calado

segunda-feira, 30 de julho de 2012

No sinal





Vai e vem cotidiano,
Um ama, outro não.
Fora do vidro, uma mão...
Se estende a suplicar.


Mesmo local, "zigue-zagueando",
Em mão contra mão.
No vidro, está o coração,
Cotidiano do inverso a revirar.


Um amo em desamor.
Sonho com sabor de miséria.
Aguardando o vidro abaixar.


Suor... Sabor...
De uma vida triste e incerta;
De pedir, de vender, de chorar.














by Calado

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Horizonte Cinza



Tudo tão repentino.
Em mais um tufão de destino,
O outro lado do mundo posso olhar.


quando me julgo menino,
Abriu-se para mim o infinito...
O qual antes não podia tocar.


Olhares desviados, gesto mesquinho;
Revela-se o intuito sofrido.
O espaço que não há para se habitar.


No chão - Cratera de meteorito.
No Céu - Escudo de bronze reluzindo.
Esperando mais um se entregar.


Coração trancado em um bauzinho...
Contraste de eterno e finito,
Somente no caminho tenho meu lugar.
























by Calado

domingo, 1 de julho de 2012

Quarto infinito




Em um quarto...
Uma vida vazia...
Ao som de uma caixa de música.
Uma inabalável melancolia,
Espreita o intimo do ser.
Com medo...
De talvez não ser.
Alguém...
Algo...
Desejo de amanhecer,
Atravessando diferentes dimensões.
De tantos...
De todos...
Os possíveis mundos um dia teus.
Ao som desta doce caixa de música...
Em vida!
Um jornada...
Através de uma mente abandonada.
Em um canto escuro...
Qualquer.
Em um quarto...
Espelho perpétuo da psiquê.
Sonhos de noites perturbadas,
Seu mundo...
Sua jornada...
Através do que um dia se perdeu....
Em meio ao que nunca foi teu...
Nasce!
Mais uma alma de tantas.
Mais uma razão quântica.
Um número...
Dos anos de sua existência.












by Calado