Citações

- William Shakespeare
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sexta-feira, 12 de junho de 2015

A sala





















Esta sala está tão vazia,
Tão solitária, cheia de ecos
E de sussurros incertos.
A presente ausência amiga.

Há muito que não é varrida,
Fria de congelar o cérebro,
Sem luzes, só pontos cegos...
Velhos papéis à luz do dia.

Tudo está desarrumado,
Sento-me no chão empoeirado,
Sofro calado a punição.

Ainda que calado, falo
Às entranhas. Perturbado!
Silêncio: Minha maldição.



   
por Francisco Calado

sábado, 19 de outubro de 2013

Cinco sonetos para ela



À DISTÂNCIA

Um céu estrangeiro,
Estranhos companheiros.
Noite de sono inteiro
Do cansaço rotineiro;

No sono que não veio.
Ouço um som meigo.
Teu carinho presenteiro,
À procurar-me o dia inteiro.

Bobo, perdi o verso,
E agora faço-me inverso...
Do que era meu universo.

Tanto carinho terno,
Eros, por ti espero...
Por entre as ondas de rádio.



I ª  NOITE


Como a noite e sua escuridão,
Nesta sua oculta profundeza,
Encontro-me na mesma vereda,
Tristonho e escuro coração.

De estrelas à uma triste solidão,
E que sem nenhuma sutileza...
Trouxe-me alguma incerteza,
Certeza que havia no coração.

E um abraço então se firma,
Noite à dentro, ao pé do ouvido,
De um alguém que não pode ser ver.

Ansioso, ânimo se anima...
E se alegra ao estar contigo,
Mesmo sem tocar, mesmo sem te ter.



ÃUGUSTIANO-SE EM CAMÕES

Recosto meu triste encéfalo
Nos ângulos de alvenaria.
E por entre os pulmões, asfixia,
Noturno desalento gélido.

Meus orbes, piscam agora sérios,
Nas palavras por mim proferidas.
Trágico, naufraga mais uma vida;
Vai... De encontro ao cemitério.

Quer nos lábios, que seja em papel;
Esqueço do mal deste vil dragão,
Venenoso membro inimigo.

Fadado estou, por fortuna cruel;
Resta-me, apenas desolação...
Neste meu cubículo amigo.



FUNERAL DO CUPIDO

Como Pesa o peito,
Com o cair das lágrimas.
Que como chamas, brasas,
Queimam este sujeito.

Sujeito ao efeito...
De sua queda estrelada,
Desaponta, estraga,
Cupido presenteiro.

Ferida férrea fatal,
De espada abanhada.
Hoje, corto a mim mesmo.

Fúnebre e frio funeral,
Noite que... acordada,
Viu morrer anjo meigo.



LEÃO MENOR

Mata-me a dor,
Esta distância.
Angústia, ânsia,
Mata-me, o amor.

Mata-me, horror
Como vingança,
Passou bonança...
Adeus, só dor.

Desejo, fado
De ser amigo,
Oh! Esperança.

Este vil mal grado,
Estar contigo,
Fica lembrança.




by Calado

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Que se foi



De um lado à outro,
Do lago de amor de meu coração.
Mergulho na dor e na solidão,
De não ter o calor de teu corpo.

Perco o toque e o gosto,
Esqueço bendita e linda oração.
Aos poucos, vai-se também teu rosto.
Já não sinto o calor de tua mão.

Abre-se a fenda em meu peito,
Expondo, a lacuna de tua partida;
Me vem a mente entrelaçar de dedos.

Por angustiar-me a vida,
Mergulho no lado de mim mesmo.
Me sobrando só esta doce ferida.



by Calado

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Transparente



Anseio algo que não vejo.
Desejo algo que não tenho...
Ideia do que venha a ser.
Busco caminhos que não trilho,
Vivo em mundos...
Onde jamais pisei.
Sou um paralelo de mim mesmo.
Algo inexistente...
Estranho a este lugar.
Sou uma parte de tudo,
E um pedaço de nada.
Fragmento inóspito à realidade.
Procuro quem sou...
Ou o que não sou.
Arrasto-me pelas dimensões...
Infinitas que há em meu ser.
Procuro, não ser...
E sou!
Pois não posso evitar existir.
Habitar...
Exibir...
Esta transparência de não pertencer.
Esta loucura de não existir.
Esta incerteza a me cercar.
Sou o que sou,
Não sendo nada em comum.
Existo em corpo,
Não sendo em alma.
Tenho na mente...
E não tenho... Somente.










by Calado

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Inalcançável









Este lençol já não pode suportar...
O tamanho destes pensamentos;
A ligeira sensação de inquietude.
Esse medo que do passado...
Apresenta-se a mim, ressurge!

Esta mente já não pode descansar.
Sob as toneladas de pesadelos.
Uma certeza de caminhos incertos,
Tudo que não pode ser contado,
Preocupa-me, rouba-me a juventude.

Este homem não é mais que um soprar.
Passageiro, insensível como o vento.
Algo que apenas carrega virtudes...
E que jamais se pode segurá-lo.
Destino selado... Fortuna rude.

Esta carta... Não é para se recordar.
É mais um de outros profundos lamentos.
Sofrimento amiúde...
Carta etérea de um bárbaro.
A procurar um horizonte que jamais surge.








by Calado

domingo, 1 de abril de 2012

Retrocesso











Desejo mais uma vez...
Ter teus olhos nos meus.
Adivinhar os pensamentos teus,
Tua mão tocar...
Quem sabe... Depois morrer.


Empunhar a esperança de viver,
Ao menos, um minuto ao lado teu.
Unir a batida do teu coração ao meu.
E amar...
Quem sabe... Depois morrer.


Dedicar-me a amar outra vez.
Realizar os sonhos teus;
Fazer... Deles os meus,
Tão somente amar-te.
Como jamais pude realizar,
Esta dança...
A valsa entre eu e você.


Pois de tudo que eu quero ser...
Muito mais, amado seu.
Ainda, que o medo seja meu;
Este coração venho ofertar!
Em pobres versos que pude empunhar,
Como espada de esperança...
E... Quem sabe... Depois morrer!
  
  
  
  
  
  
  
  
  
by Calado

domingo, 11 de março de 2012

Sintomas







Esse aperto no coração,
Exige uma melodia,
Uma doce e triste canção
Que ainda não pude cantar.


Essa triste e amarga emoção,
Dor, alegria, agonia...
Como a beira de uma explosão,
Vejo o que apenas pude sonhar.


Agora, desfruto da doce solidão
De um incerteza crua e fria,
Repleta de coisas, causos a se considerar.


Hoje mesmo há palavras que não posso falar,
Talvez, até eu as diga um dia...
Um dia sem a falta do ar, paixão.







by Calado