Citações
"Ser ou não ser, eis a questão: será mais nobre |
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
Amor de menino
Deixa eu te amar...
Só mais um pouquinho.
Que o tempo é curto,
E sou como menino.
Estou ansioso, feliz,
Quero um doce: carinho!
Quero pular de alegria!
Quero sentar, quero colinho;
Deixa, vai! Só um pouco.
Olhe em meus olhinhos.
Veja o peito que forte bate.
Sinta o meu coraçãozinho.
Veja! Veja! Sou um menino!
Nem pareço perto estar dos trinta.
por Francisco Calado
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Presente ausente
Memória da memória do que fui,
Sou uma sombra, luz a se dissipar
No vácuo invisível deste sofrer.
O que antes tão presente, agora rui,
Desgraçadissimo, à lamentar
O advento em questão: desaparecer...
E procuro o escape do que já fui.
Desta sombra querida, aqui, a chorar...
Lâminas de sal fazem-me sofrer.
Queria eu, ter de verne o tempo que flui
Para buscar aquela que quero amar.
Agora submerso, só me esconder.
por Francisco Calado
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
CIUMES
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
Suicídio de um morto
Sirvam-me o veneno,
Chegada é a hora.
Cansado estou de funerais,
Outra vez, outra a mais,
Tantas vezes morri...
E permanece o cadáver,
Anda, come, fala,
Porém a vida, jaz na terra,
Das desventuras sofridas.
Tragam-me a taça.
Depressa!
Não há mais tempo
Para outra morte aparente.
Preciso que caixão
Me ampare deste frio,
Que sol nenhum esquenta.
De uma salvação noturna,
E... quando o sepulcro abrirem...
Verão pouca coisa,
Sobretudo...
Um ser sem coração,
E um cálice de veneno.
E que ao pé da tumba,
Uma mandrágora aflore,
Com os gritos das vidas,
Que em mim,
Pude ver morrendo.
by Calado
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Como as dunas
Desmoronar milimetricamente
Na simbióse schopenhauriana.
A lamentar, como Ariana...
O eu, como, uma duna inconsistente.
Grão à grão, vou eu desaparecer.
Lágrima que cai pela noite...
É da pele o triste açoite,
Que, inexiste, ao amanhecer.
Amo, medo, vivo, morro...
No diário d'amar,
Preso estou!
Perco o ar...
Morro...
Sou...
by Calado
sexta-feira, 25 de abril de 2014
À dois
Nova casa, fiz morada.
Mui linda, até bagunçada.
Pelo que agora és.
Usarei a estes pés.
Para ver a Ti,
E perder a mim.
E mesmo que desajeitado,
Não veja de malgrado.
Dizia: "todos por um!".
À dois... em um.
by Calado
sexta-feira, 7 de março de 2014
Em meio aos lençóis
Traz-me a cama a dor noturna,
Em uma quimera de melodrama.
Mate-me a alma, perturba a chama,
Que no peito reside reclusa.
Sofro de Ti perda absurda!
Tão somente vendo da varanda
Do meu ser, que sucumbe ao drama,
Da inexplicável partida tua.
Choro a falta dos ósculos meus,
Enquanto vivo triste dor: adeus;
Ouvindo o coração clamar: "retorna!".
Pode ferir-me pequenino deus!
Pois agora vejo os medos meus...
Perco-te em sonho, acordo, aurora.
by Calado
domingo, 16 de fevereiro de 2014
Caminho do encontro
As vezes eu fico assim...
Pennsando.
Pensando que as vezes,
Eu fico assim.
Assim pensando,
Eu fico, as vezes.
As vezes eu fico.
As vezes pensando
Pensando... pensando...
Nas vezes que fico,
As vezes eu vou.
Pensando...
Eu vou!
As vezes eu vou,
E pensando eu fico.
E pensando eu vou.
Eu fico...
Eu vou...
E nunca me sai,
do pensamento...
Que nas vezes que vou,
Nela fico... Pensando.
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Horas percorridas
Ando distante!
Desejo à cada instante,
Em agonia fatigante,
Espero o chegar.
Mero farsante,
Abandonou o instante...
Eu? Constante inconstante.
Desejo; tocar;
Frívola ansiedade,
Mata-me à maldades.
- este triste sangrar -
Ora! Peço piedade.
Chamo-te de saudade,
Que abraça-me ao deitar.
by Calado
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Um ciclo lunar
30 luzes...
30 trevas...
E eu não ansiaria
Por pouco mais,
Odiaria menos que estas.
Vários sóis...
4 Luas...
5 ciclos nos separam.
Luz, trevas, conto o tempo!
Hoje, só, a olhar a rua.
A sós,
Em companhia...
Felicidade, tristeza, dor... prazer:
Vivo, vejo, viro ao avesso!
Tranquilidade abraça a euforia.
Conta perdida,
Tudo é nosso!
O tempo em si não satisfaria,
Esses vácuo que hoje tenho...
Neste peito que hoje é vosso.
by Calado
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Verão ardente
Talvez jamais esqueça,
Deste sol na cabeça,
Deste verão ardente.
Realmente, eu não deva
Perder a vista desta
Jóia, mui resplandecente.
Então, caro amigo,
Com tu hoje divido,
Motivo sorridente...
Agridoce e feliz.
Talvez, de dura cerviz.
Caminho lentamente.
Deixo então, o verão passado.
Pelo novo já esperado,
Com seus sorrisos reluzentes.
Dê-me Deus esquecimento,
Do outrora, de meu tormento,
E sorria neste meu presente.
Que de tristezas já provado,
Tenho no espirito fados
Que agora são divididos.
by Calado
domingo, 12 de janeiro de 2014
Dias e Noites

NOITE - Sem Sono
Silêncio... Vejo-a dormir.
No esquife da noite,
Seus sonhos são tão doces;
Que ela, dormindo, sorri.
Silêncio! Não perturbe.
Doce ébano, longe,
Dos meus braços no hoje,
E talvez, no por vir.
Vejo-a dormir... Silêncio!
Que a noite se livre
De perturbar seus sonhos.
Se teus olhos me vissem
- solitário momento -
Despertarias do sono?
Alguém quer a Ti?
Melhor esquecer,
Logo a ouvirei...
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Traços cruzados
domingo, 3 de novembro de 2013
O enigma
Tu tem me devorado,
À medida que tento
E gasto o meu tempo.
No intento decifrar,
Tenho eu fracassado.
E nestes poucos passos,
Guardo todo o lamento...
Suporto o sofrimento...
De tão somente sonhar,
Com saber de abraço.
Neste mau embaraço,
Levo velas à vento
Barco de sentimento,
Camoniano o mar...
Velejo aos teus braços.
by Calado
sábado, 19 de outubro de 2013
Cinco sonetos para ela
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Eu Werther
domingo, 21 de julho de 2013
Amor em flor
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Ruas do passado
by Calado
sábado, 29 de junho de 2013
À deriva
Entrego-me outra vez, silenciosamente;
A uma tão doce e triste solidão.
Saudade, abismo, imensidão...
Sentimentos que me invadem tranquilamente.
Quase que sonolentamente,
Vejo o abismo, a profunda escuridão
Desses medos vem e cedo não vão.
Meu amor parte tão docemente.
Um barco a vela à deriva.
Mais uma alma achada e perdida,
Neste mundo a caminhar.
Um dor, uma sangrenta ferida,
Um adeus para uma desconhecida,
Neste mundo sem amar.
by Calado
terça-feira, 18 de junho de 2013
Areia
Este sentimento está escorrendo...
Por entre meus dedos como areia.
E eu, como que inseto em teia,
Apenas o vejo desaparecendo.
Tua face sumir estou vendo,
Das memórias em minha cabeça.
Agarro-te antes que esqueça,
Mas no fim, acabo perdendo.
Então, nesta areia vou afundando,
Abraço áspero do deserto.
Consolo de um falso pesar,
E enquanto a ultima canção está tocando,
Reservo-me da lâmina o ferro,
De nunca poder te amar.
by Calado







