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"Ser ou não ser, eis a questão: será mais nobre |
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domingo, 4 de agosto de 2013
Inconstância
Chamar-me onda é pouco.
Chama-me mar ou céu...
É apenas risco de pincel.
Multicor, aquarela de tolo.
Chamar-me treva é pouco.
E da luz, infeliz Miguel.
E então deixo eu, os céus
E a terra aos loucos.
Enfim, já não me encontro,
Nem no ultimo cântico,
Que agora entoei.
Existo e me transponho.
Do sofrer ao acalanto,
Onde já não posso viver.
by Calado
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Marcas
Das batalhas,
Brigas e mágoas.
De olhos feridos,
E ódios sentidos.
Ficaram marcas.
Das risadas,
Alegres, abobalhadas.
De lindos sorrisos,
E abraços aquecidos.
Ficaram marcas.
Das afiadas...
Lâminas ensanguentadas.
De estar entre os feridos,
De a guerra ter perdido.
Ficaram marcas.
Cenas passadas.
Imagens amareladas.
Algo já esquecido,
Mesmo até perdido.
Ficaram marcas.
Sorte fadada,
Ao fio da espada...
Sangue foi vertido,
Me dera ter morrido.
Tenho apenas as marcas.
by Calado
terça-feira, 14 de maio de 2013
Diferentes trágedias
Não foi em vão que adentrei o inferno,
Que abandonei a firme esperança.
Pela amada...
Que o coração consome,
Ardente fogo de amor, paixão.
Esqueço meu próprio nome,
Canção pela lira entoada...
Me fara esquecer a lembrança
E me trará teu rosto tão terno.
***
Não foi em vão que enfrentei o inferno,
Desta desavença triste e sem esperança.
Mão armada.
Que ao ouvir teu doce nome,
Logo me acelera o coração!
E em meio a esta estrada...
Morremos juntos, vive a lembrança,
Do amor que não foi julgado etéreo.
***
No fim da minha vida, inferno.
Apaixonado, deliro em meio à esperança.
Doce amada....
Não te toco! Ouço teu nome,
E apenas me reservo à solidão,
De pensamentos na pena de tinta molhada...
De voltar a ser uma criança,
Que do amor assim dirá: Te espero.
***
No fim da vida... Eu espero.
Tenho guardado tão somente a esperança.
Mão furada...
Olho o céus e clamo teu nome,
Sem resposta, solidão.
Naquela madeira, tristeza desolada...
Que traria a todos esperança,
Que traria a luz, a este mudo mal e severo.
by Calado
sábado, 4 de maio de 2013
In memoriam
Se sorriste,
Não vi.
Nem se quer ouvir,
O som de tua voz a me chamar.
Se sentiste,
Menti.
Para o pranto não cair,
Para que tu viesses ainda a me amar.
Se partiste,
Sofri,
Vagando na escuridão me perdi,
Esperando que tu viesses me achar.
Mas não viste.
Sumi...
Querendo lembrar-te, esqueci,
Que amor quer tocar e amar.
Se sorriste...
Não foi pra mim.
Pois não mais estavas aqui,
Neste peito que um dia veio a te amar.
by Calado
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Vida Vela Mar
Por certas distâncias atraído,
Hoje pago o preço,
O castigo, que tão somente mereço
Condeno-me a ser perseguido.
Por sentimentos infiéis, traído.
Somente a noite vê que padeço.
E a sábio ensinamento, agradeço,
Pois no sofrimento tenho aprendido.
Com a vela já rasgada,
Vida, velha, voraz enfadada;
Rasgo-me, retorno a remar.
Pobre, podre esta jangada,
Vida, vil, voraz malvada,
Lamento, leva-me de novo ao mar.
by Calado
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Turbilhão (Oh! Fortuna)
Sinto um enorme turbilhão,
Formando-se de cada sentido,
Pensamento, ação ou emoção.
Uma cratera...
Vejo... Não vejo.
Idas e vindas sem sentido.
Não há partida...
Apenas este gatilho maldito.
Enquanto sinto este vento frio,
Que passa por meu corpo...
Congelando por fora,
O que por dentro se faz inverno.
Desastre... Acaso... Desgraça.
Jogo de uma deusa desalmada,
Tira-me a paz, o sono,
E traz-me, este abismo oculto,
Este lamaçal de dor.
Um caminho sem volta...
Não há chegada!
Apenas...
Um delírio.
Universo onírico de um falso herói.
Contos trágicos...
Gregos... Troianos...
Aqui jamais se vence,
Ou há uma glória a brilhar no fim do túnel.
Apenas a honra...
De um morte em meio a guerra.
De ter batalhado sem cessar.
De carregar estas laminas.
Sinto este enorme turbilhão,
Formando-se de cada sentido,
Pensamento, ação ou emoção.
E...
Esta vida se esvaindo,
Em meio ao furacão que se forma.
Em meios aos sentimentos em tormenta.
Em meio a uma farsa real...
Irreal!
Uma vida, que fortuna toma em suas mãos.
Uma espada enferrujada...
Que substitui um coração.
A dor e a glória,
Alimentando uma alma que
Carrega a dor de várias vidas,
Que Fortuna levou.
Que carrega em si, mil partidas,
De alguém que nunca retornou.
by Calado
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