Citações

- William Shakespeare
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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Suicídio de um morto


Sirvam-me o veneno,
Chegada é a hora.
Cansado estou de funerais,
Outra vez, outra a mais,
Tantas vezes morri...
E permanece o cadáver,
Anda, come, fala,
Porém a vida, jaz na terra,
Das desventuras sofridas.
Tragam-me a taça.
Depressa!
Não há mais tempo
Para outra morte aparente.
Preciso que caixão
Me ampare deste frio,
Que sol nenhum esquenta.
De uma salvação noturna,
E... quando o sepulcro abrirem...
Verão pouca coisa,
Sobretudo...
Um ser sem coração,
E um cálice de veneno.
E que ao pé da tumba,
Uma mandrágora aflore,
Com os gritos das vidas,
Que em mim,
Pude ver morrendo.

   

by Calado

sábado, 16 de agosto de 2014

Memória borrada

      
Passara o tempo, 

Que frequentemente,  

Meu nome,

De forma ardente,

Em tua boa

Habitou.

         ●●●

Sim! Passara...

Para o presente

Futuro que dispara,

E engatilha,

A cruel munição, 

Bala de esquecimento. 

         ●●●

E agora, que mais nada,

Meu nome...

Lembrança borrada,

O que um dia era água, 

Ou o ar tão precioso, 

Da sarjeta vai ao esgoto.


    
by Calado

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Como as dunas

Desmoronar milimetricamente
Na simbióse schopenhauriana.
A lamentar, como Ariana...
O eu, como, uma duna inconsistente.

Grão à grão, vou eu desaparecer.
Lágrima que cai pela noite...
É da pele o triste açoite,
Que, inexiste, ao amanhecer.

Amo, medo, vivo, morro...
No diário d'amar,
Preso estou!

Perco o ar...
Morro...
Sou...


 
by Calado

sábado, 10 de maio de 2014

Sem sorrisos


Vejo-a sorrir,
Como nunca.
Nunca sorriu;
Jamais vi!
Me oculta,
Não sorri
Junto a mim.

by Calado

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

LÁPIS E PAPEL


Lá vai tu e me dizes mais um adeus.
Fico eu cá. Em longo eco de um eu te amo.
E.enquanto eu, grito. agonizo e chamo,
Só vejo lágrimas nos braços meus.

Onde por mais que queira eu, me negar
Que a dor do doce sofrer me acompanhe,

E ainda que eu vigie, durma, acorde ou sonhe,
Tua bela silhueta ei de me assombrar.

E eu aqui... No vácuo espaço-tempo vago,
De estrela à estrela e em supernova caio,
Nas tristezas de minha lua no céu.

Lá, Tu deixas vago o que era meu espaço.
Logo após de Ti, sou eu que agora saio.
Resta-me somente lápis... Papel.


    
by Calado

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Caminho de fibra óptica



Me é oculta, a epiderme
Desta intangível e amada.
Por excelência, mui intocada
Que as demais criadas por mim,
Que a mente hoje não dicerne.

Marilia, já não mais se percebe.
Dina, diga "mene". Oh! amada.
Nem ao menos reservo-me bala,
Para dar-me certo e digno fim.
Tu me alegras, tu me entriteces.

O mal desgostosissímo cresce,
No repúdio de amar, amada.
Mas, jamais dedicarei cartas,
Ou as liras que partirem de mim...
À um rosto, que não se conhece.



by Calado

sábado, 14 de setembro de 2013

Vampiresco



Eis que estoura fúria abrasadora.
Que vejam o céus todo o tormento!
Uma pena, sentença: Triste contentamento,
Que não sei onde desejas me levar.
Pouco restou do imperador de outrora.

Roma, Alexandria, Constantinopla!
Homens por esse fel sedentos,
Pela espada, vieram ao tormento!
O sono da morte experimentar.
Sangram estes corações agora.

Vejo-te: Óh! fera devastadora!
Tuas garras cravando-se em meu peito.
Sinto o odor de sangue de meu leito,
Onde tão somente posso lamentar...
Maldição de Fortuna traidora!

Mas se lhe quero por agora,
Sofro, vem-me descontentamento.
E rasga-me, do pescoço ao peito,
Voraz à me devorar...
Leva à morre o que chora,

Nasce um Eu de vontade vingadora.
De olhos de tom vermelho sangrento.
E um eu, que cai nesse doce desalento...
Desejando com asas de cera voar;
Que os anjos vendem os olhos por hora.

Tal vergonha me vem consumidora,
Do abstrato que possa residir por dentro
Desta casa onde não há luz nem tempo,
Onde antes poderia o Eu se refugiar.
Deste holocausto, sofro o expurgo agora,

Corda pendurada em madeira oca...
Balança "piano, poco a poco" - lento.
Somente o pulsar perde seu firme tempo.
Aguarda, que eu caminhe até o altar:
O mal será pago com o sangue que jorra...

Desta escarlate estrada simplória,
Que caminha à um sono do mundo isento.
Que esquecerá dessas dores, destes tempos.
Pois agora, não como me libertar,
Deste futuro que um dia foi outrora.




by Calado

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Eu Werther



Sem forma...
À tona torna,
Vem nos tragar.

E agora?
De vez aflora,
Vem alegrar.

Mas outrora,
Da janela afora,
Um eu iria pular.

Senhora,
Te casas agora?
Na cela irei ficar.

Sem forma...
Só dor lá fora.
E assim deverá ficar.

Tu choras?
Uma arma agora,
O gatilho não pude puxar.

Morro agora,
Tornando à vida lá fora.
Tragédia de amar.





by Calado

terça-feira, 16 de julho de 2013

Sonhos efêmeros de guerreiro


Um espada presa ao chão.
Uma lágrima anseia os céus.
Agora, ambas nada alcançarão.
Mesmo após tanto lutar,
O destino será o fel.

No solo, estende-se uma mão.
Rasgado está o véu.
Espada e lágrima brilharão.
Sob triste luz do luar.
Brilha, Oh! escarlate anel.

Amor e amada ficarão.
Também seu quebrado broquel.
As riquezas não o seguirão.
Só a glória lhe irá ficar,
Oh! misero destino cruel.

Nenhuma batalha no vão
Do tempo o tornou réu.
Mas as sonhos o abandonarão.
No teu futuro lugar,
Quer seja luz, ou fogaréu.

Destinada-lhe a podridão.
Futuros perdidos ao leo.
Coisas... Que jamais brilharão,
 Quando a cortina se fechar.
Ultimo anseio: Os céus.





by Calado

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Virtude corrompida




Como dói este aguilhão cruel e vil.
Lâmina de raiva, orgulho e ódio. 
Fere mais a quem serviu,
Do que o inimigo e o próximo.

Agora, esqueço a paixão senil,
E da sensatez torno-me próximo.
Pois me sobreveio o opróbrio,
E me trouxe iluminação gentil.

Pois, com orgulho já feri,
E de raiva fui homicida...
Sem nunca me importar.

Mas quando meu sangue verti,
Vi que todo este orgulhar, era...
Coisa imunda: Virtude corrompida.





by Calado 

Para conhecer o contexto do soneto, acesse: http://tragedianoturna.blogspot.com.br/2013/07/nas-highlands-virtude-corrompida.html

terça-feira, 4 de junho de 2013

Éris




Como em uma lente,
Vejo-te maior.
Vidro transparente.
E agora distante!
Alegre, radiante,
Eu...
A vezes triste,
Irritante!
Celeste...
Em um pranto cinzento.
Amargo.
Te odeio... 
Pois não choras por mim.
Nem choras por elas.
Bronze sem fim.
Negro brilho.
Vejo carmesim!
E mil luminares atrevidos,
Piscam sem parar,
Solitários, destemidos.
Assim sou eu,
Mais um entre eles perdido.
Uma galáxia abandonada.
Uma ave de asa quebrada.
Universo em expansão!
Aguarda a irradiação,
Dos raios solares restantes,
Neste ponto do sistema.
Frio, escuro, distante....
De tantos corações.
De doces e puras canções.
De amores, de musas, paixões.









by Calado

Caixão vazio



Fui encontrado.
Estado de decomposição,
Avançado...
Há dias, meses, anos
Eu era procurado.
Tão somente por mim.

Fui encontrado,
Por viúvas, jamais chorarão.
Desgraçado!
Talvez esqueçam com os anos.
O nunca amado...
Tão somente por ti.

Fui encontrado.
E agora, me enterrarão.
Encarcerado...
Me encontrava vagando,
Em cubículo fechado.
Tão longe de mim.

Fui encontrado.
E novamente me perderão.
Desintegrado...
Pelas dúvidas que vi pairando,
Sobre meus ombros cansados.
Tão somente sumir.

Fui encontrado...
Em uma completa inexatidão.
Ah! Duros fados.
Completo e se implementando.
Ao vazio e incompleto fadado,
Tão somente existir.








by Calado

sábado, 4 de maio de 2013

In memoriam



Se sorriste,
Não vi.
Nem se quer ouvir,
O som de tua voz a me chamar. 

Se sentiste,
Menti.
Para o pranto não cair,
Para que tu viesses ainda a me amar.

Se partiste,
Sofri,
Vagando na escuridão me perdi,
Esperando que tu viesses me achar.

Mas não viste.
Sumi...
Querendo lembrar-te, esqueci,
Que amor quer tocar e amar.

Se sorriste...
Não foi pra mim.
Pois não mais estavas aqui,
Neste peito que um dia veio a te amar.








by Calado

domingo, 21 de abril de 2013

Morcego




À noite, onde caminhar e pecado.
Eu sobrevoo arranha-céus.
Vestido com este manto, negro véu,
De meu sangue hoje ausente e expirado.

À noite, onde sou encontrado.
Existe do dia o castigo, amargo fel.
A dor e a angústia de um condenado,
Que agora, espalha sua dor aos sete céus.

Empunhando o rancor escarlate,
De desventuras desgraçadas.
Em um voo livre, morcego.

Então deixo a solidão que abate,
Com asas, abraço a lua amada,
Nesta noite por mim tingida de vermelho.












by Calado

Quimera




De mil seres munido.
E pensamentos mil vividos.
Extrato de mim mesmo,
Caminho em meio ao ermo;
Das coisas que vieram me formar.
Daquilo que não posso enxergar,
Torno-me a mim, torno-me nada.

Com nada parecido!
Olho-me, me intrigo...
Sobre o ser eu mesmo.
Essas asas, patas que não reconheço.
Triste canção de despertar,
No céu que não posso entrar.
Torno-me a mim, torno-me nada.

Agora... Impelido,
A este destino em pedra esculpido.
Com meu sangue a história escrevo...
De encontrar-me no espelho.
Em meio ao corpo que vim habitar,
Patas, asas, rostos que não posso identificar...
Torno-me a mim, torno-me nada.

Então, serei esquecido.
De minhas memórias apagado e banido.
Apenas verei o sangue que verto,
Deixar o retrato do que descrevo.
Enquanto perco a vida que vim ganhar,
Vida que minha não pode se tornar,
Tornei-me a mim, tornei-me nada.














by Calado

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Estrada ao teu sorriso




Ignorei a razão,
E... Algumas curvas na estrada.
Nas curvas, derrapadas!
No olhar, um cisco!
Batidas aceleradas de coração,
Em busca de um sorriso.

No céu o clarão,
Na mão, Angústia é apertada.
Solidão se esconde, amedrontada.
Ao pensar: "Sorriso".
Lança-se do céu ao chão,
Deixa-me seguir sozinho.

Mas, Acaso é brincalhão!
E entra em cena em horas erradas.
Caio então em sua cilada.
Por fim... Fez-se juízo!
Do que gerou emoção,
Fui, ao encontro com o nada.

Tristeza vem e invade então!
Agora, que de mim arrancada;
Uma felicidade almejada,
Perdão se faz preciso!
Pois, sei nada foi em vão...
Para que de mim possa aproximá-la!

Se foi então o clarão,
E a noite regozija estrelada!
Então, almejo mais encontrá-la.
Agora, necessito.
Deste sorriso que me estendeu a mão,
Desta alegria que anseia ser encontrada.















by Calado



sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Ainda sim, digo-te adeus



Ainda sim, digo-te adeus.
Com mágoas de todos estes erros.
Os meus, os teus,
Entre tantas dores e medos.
Apenas uma flor a murchar.

Ainda sim, digo-te adeus.
Como que parte para o ermo.
Deixo-te então como queira Deus,
Vivo e morre neste ciclo de desterros.
Apenas uma flor a murchar.

Caio nesta espira de adeus,
Respiro, vivo, sinto.
Assombrado pelos pecados meus...
Morro, mato, minto.

Caio nesta penúria de adeus,
Te amo, te odeio, ressinto...
Todos os dias ao lado teu,
Que amo, que esqueço, que estão perdidos.










by Calado

domingo, 28 de outubro de 2012

Contrito




Escondido...
Entre páginas obscuras.
Desilusões, feridas; ternura!
Caixa de pandora.
Braços fechador ao mar.

Reprimido.
Trevas de medo e amargura.
Bloqueado do amor a doçura...
Que não possuo agora.
Que não posso eu tocar.

Confundido...
Com esta indefinida tortura.
Procuro, perco-me, penúria!
Logo, lanço fora...
Este impulso de amar.

Então... Perdido.
À deriva nesta jornada obscura.
Cubro-me com lençóis de loucura.
Desejando então amor agora...
Desejando doce e leve abraçar.










by Calado

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Triste e ácido pranto




Ácido infernal.
Corrosivo e letal.
Fere a alma inocente,
Vil solução ardente...
Cai em queda, quebrar.

Fruto de bem ou mal.
Dos problemas, o mais banal.
Consome e destrói o carente,
Magoa-nos e nem sente...
Logo irá se despedaçar.

Tal como sou poente!
Mostra-me o erro fatal.
Do ferro provo a lâmina quente,
Corte a mostrar-me o eu mortal.

Devasso, deveras inocente!
Traz-me a dor de outro dia real.
De tempestades, de dias quentes...
Vejo o fim - Nossa morte afinal.







by Calado