Citações

- William Shakespeare
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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Codinome: Zarathustra


Assola-me a dor do conhecimento,
Pois sou o sal, o vento do mar.
Sou a inquietude à procurar,
Uma alma perdido no descontento
De uma falha moral, falsa lei.
Sou o flagelo,
Sou a crença na descrença dos reis.

Pelo ultimo homem, lamento,
Que este não queira enxergar
Toda a beleza, que lhe venho mostrar.
No triste desconhecimento,
O qual em vós encontrei.
Procuro e espero,
Homens que desejem o saber.

Da venda vos trouxe o livramento,
Porém, preferistes às cegas caminhar.
Da alma o doce libertar,
Preferiu-se é grilhão cinzento.
Portas fechadas encontrei,
Mesmo naquilo que mais quero,
Negação, tão somente receberei.

Dediquei então ao desaparecimento,
Da existência que insistiu em me negar.
A humanidade precisei abandonar,
Para conseguir o poder supremo.
Se além do homem cheguei...
Tenho a vontade de poder, do eterno
Retorno, do qual jamais escaparei.




by Calado

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Periódico



Nas batalhas que vivi,
Minha medievalidade se foi.
Veio-me então, novo existir.

E assim, como tantos outros,
Renasci! vivi novo momento,
Descansei no barroco.

Veio então um clássico de mim,
Tão glorioso e severo!
Virtuoso e perfeito em si.

E certa dama, fez sentir-me dor!
Vi-me romântico e trágico.
Perdido, em busca de amor.

E moderno então me fiz!
Sempre com sentido de retorno
À vontade de ser feliz!

Hora romântico fervoroso,
As vezes clássico cruel.
Tentando renascer de novo.

Tantos sentimentos à exprimir.
Em pouco tempo que se pode ter,
Várias indagações faço à mim!

Em verdade, sou confusão sem fim.
Contemporâneo de volta ao passado...
Visitando os vários de mim .

Por vezes alegre ou nervoso,
Acordo no amor, durmo em ódio.
Sou, torno-me, mudo, me faço novo.


by Calado


sábado, 24 de agosto de 2013

A busca




Enfim... Busco meu coração.
Ou a razão que deve ocupar o lugar.

Busco uma triste emoção,
Uma maiori sapientiae para me ensinar.

Busco um passado ilusão.
Uma dor para me matar.

Corro atrás de fogo e carvão...
E do frio para me acalentar.

Busco, busco, decepção!
Minha vida é tão somente buscar.




by Calado

sábado, 27 de julho de 2013

Andar para trás




Necessita-se voltar.
Precisa-se do passado,
Sair desse trágico fado.
Para trás precisa andar.

Virtude precisa buscar.
Sair do obsceno pecado,
Voltar ao belo recato,
Reaprender a pensar.

Mesmo o sábio esta dado
A falta de algum sentido,
Que outrora iria buscar.

Então, loucos coroados,
Com o louro imerecido,
Fazem o homem definhar.




by Calado

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Metanóia




Corta o peito, rasga o céu
Da boca, ferida purulenta.
Provocar dor, tormenta,
Corta o laço, rasga o véu.

Aço que outrora fez-se anel,
Agora sê lamina sangrenta.
Vem à alma e a condena,
A ser amarga como o fel.

Sendo já o que não era.
Abre a carne que lhe cobria,
Nascer de criatura.

Apresenta-se besta, fera.
Lamina, veneno, cólera fria,
Maldade e formosura.







by Calado

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Estrada ao teu sorriso




Ignorei a razão,
E... Algumas curvas na estrada.
Nas curvas, derrapadas!
No olhar, um cisco!
Batidas aceleradas de coração,
Em busca de um sorriso.

No céu o clarão,
Na mão, Angústia é apertada.
Solidão se esconde, amedrontada.
Ao pensar: "Sorriso".
Lança-se do céu ao chão,
Deixa-me seguir sozinho.

Mas, Acaso é brincalhão!
E entra em cena em horas erradas.
Caio então em sua cilada.
Por fim... Fez-se juízo!
Do que gerou emoção,
Fui, ao encontro com o nada.

Tristeza vem e invade então!
Agora, que de mim arrancada;
Uma felicidade almejada,
Perdão se faz preciso!
Pois, sei nada foi em vão...
Para que de mim possa aproximá-la!

Se foi então o clarão,
E a noite regozija estrelada!
Então, almejo mais encontrá-la.
Agora, necessito.
Deste sorriso que me estendeu a mão,
Desta alegria que anseia ser encontrada.















by Calado



sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Linhas frias




Sempre vazias. inquietas, frias.
Tão sedentas por um pouco de afeto.
Choro, peço, imploro...
Respondido em nada, é certo.

A chuva não estia, molha, invadia.
Esta sala de dor e ódio certo.
Amo, desejo, adoro...
Perco-me, o que não parece correto.

E em mais ou menos dia...
Esquecido? Um dia por completo.
O "euteamo" tão sonoro,
Perde-se neste mar de frio e concreto.

Sempre vazias, inquietas, frias.
Versos e estrofes que não existem ao certo.
Me debato, esperneio, choro...
Caio na mesmice e no desprezo gélido.

Alegria, dor, felicidade e agonia.
Coisas que me fazem o mais incompleto,
Bebendo em lugar de vinho, cloro,
Me aguardando então: O caixão aberto.

Ah! Como desejo me livrar da alergia,
Do mundo de surdos que guiam cegos.
Ajuda divina tão somente imploro,
Clamor de um guerreiro que morre no deserto.













by Calado

domingo, 30 de dezembro de 2012

XXXI



Voei em certas asas impróprias...
De imaginações alheias e turvas.
Visões estás tão obscuras.
Vagas, lindas, sujas e puras,
Que descrever é apenas estória.

Houveram batalhas e glórias.
Quedas em certas curvas.
Do branco, a límpida a alvura.
Do negro, a tão triste amargura.
Coisas não importantes agora.

No entanto, longe do pouso, agora,
Sigo acima dar nuvens de espuma.
Ignorando o Destino e a Fortuna.
Possuindo em minhas mãos arma alguma,
Possuo tordas ao chegar na aurora.

Continuarei, neste mundo afora,
Dentro desta mente que enclausura!
Quem? O coração dentro duma...
Redoma de emoções obscuras,
As quais não consigo jogar fora.

Então, outro voo inicia-se agora!
Em asas mais negras do que nunca.
Esperando o arrepio chegar a nuca,
Trazendo-me alegria e amargura.
Que brotará no novo ciclo da aurora.








by Calado



quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Como o vento




Eu sou... Como o vento.
Passageiro por natureza,
Senhor de toda inconstância.
Em mim, guardo a eterna relevância,
De sempre desaparecer.

Nunca o mesmo com o tempo.
Sem trono, sem realeza,
Provido apenas de esperança.
Empunho amor, ódio, perdão e vingança.
Sou o que não se pode ser.

Paixões esqueci com tempo.
Amores pereceram com certeza.
Sem ao menos restar uma lembrança,
Inconstante, sem dar importância...
Sem um dia permanecer.

Espirito do alento.
Sem fundamento, sem firmeza.
Lugar onde o ser não alcança,
Torno-me tempestade da bonança.
Dúvida de nunca permanecer.

Eu sou... Como o vento.
Sem forma, sem corpo, sem firmeza.
Tão vacilante em minha confiança,
Tão maduro sendo eu criança,
Não sou nada do que venho a ser.








by Calado

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Abstrato



Sou apenas mais uma pintura,
Inacessível à mente debilitada.
Quadro de uma morte...
Luz de uma vida.
Em meio a um mistério comum,
Desejos, sonhos...
Se há mais algum,
Esqueço... Apago....
Assim como estes pensamentos.
Sou apenas mais um borrão de tinta na parede.
Incômodo.
Incompreensível...
De todos os ângulos possíveis.
Modo de vida vão,
Melhor que não existisse?
Sou apenas algo...
Inanimado?
Ainda que me sinta respirar...
Sou dúvida...
Conflito...
Angústia...
E não há um dia se quer,
Que eu não tenha sentido dor.
Solidão, medo...
E o constante desejo de amor.
Sou apenas mais um quadro...
Abstrato.
Longe da realidade das aparências.









by Calado

Avesso



A lua moveu-se.
Deixando um vácuo escuro.
Levou sua doce luz de veludo,
Trouxe-me a vida, a paz apartou-me.


Deixou escuridão doce,
Tal como arrepio ou sussurro.
Para tantos apenas murmúrio,
Azar, que fortuna um dia trouxe.


Sou eu, esse espaço escuro,
Que desejou que não existisse.
A praga, que assola o mundo.


Apenas queria que ouvisse...
O grito que sai deste profundo.
Desejando que não partisse.












by Calado