Citações

- William Shakespeare
Mostrando postagens com marcador Almas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Almas. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Sobre as torres de pandora




Me assusta esse Belo!
Que redutível em cinzas,
D'ouro se adornar precisa.
Passageiro e efêmero,
Venenoso sofisma.

E a ele não quero!
Somente borrão de tinta.
Que a tudo escandaliza;
Oh! Orgulhoso e pequeno.
Nada és para vida.

Perdão! Sou sincero.
Digo: Feres a vista,
À qual eras bem vinda,
Já não dedica-lhe zelo.
Oh! Infame pequenina.

E agora já não espero...
Que esta mente faminta,
Deseje tal beleza ressequida.
Antes, padecer, é meu apelo...
Livrar-me desta maldita.


Com no passos no teto,
De ponta cabeça caminhas.
Porém, vazia e desnutrida,
Falta-lhe humanidade e apego,
Às mãos outrora estendidas.

E a luz de meu olhar nego,
Para tua bela carnificina.
Pois foste da beleza à rapina,
E agora és fantasma meigo...
És uma deusa maldita.




by Calado

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Farsa feminina




Ver, por dentro deste abismo pulsante,
Ver meus ossos corroídos.
Meus sonhos e desejos, perdidos,
Diante desta atmosfera sufocante.

Agora, tão somente mero farsante.
Casca vazia de um pobre menino,
Por mil erros e acertos, ressentido.
Segue um caminho de torturas enfadantes.

Alcanço então com estes olhos vacilantes,
A plenitude falha e tortuosa do destino.
Vejo tão claramente este empecilho,
Que torno-me nada em todo instante.

Logo, mais uma vez ao ar sufocante.
Vendo todo meu corpo ser corroído,
Por este maléfico poder inimigo,
De um coração negro e ameaçante.

Enganado por mentiras pedantes.
As quais desejam mais e mais corações partidos.
Olho então... Este universo de ladrão e bandido,
Onde todas são atrizes estrelantes.











by Calado

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Transparente



Anseio algo que não vejo.
Desejo algo que não tenho...
Ideia do que venha a ser.
Busco caminhos que não trilho,
Vivo em mundos...
Onde jamais pisei.
Sou um paralelo de mim mesmo.
Algo inexistente...
Estranho a este lugar.
Sou uma parte de tudo,
E um pedaço de nada.
Fragmento inóspito à realidade.
Procuro quem sou...
Ou o que não sou.
Arrasto-me pelas dimensões...
Infinitas que há em meu ser.
Procuro, não ser...
E sou!
Pois não posso evitar existir.
Habitar...
Exibir...
Esta transparência de não pertencer.
Esta loucura de não existir.
Esta incerteza a me cercar.
Sou o que sou,
Não sendo nada em comum.
Existo em corpo,
Não sendo em alma.
Tenho na mente...
E não tenho... Somente.










by Calado

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Pontes quebradas





Tão bela é esta lua de hoje,
Que mesmo de olhos fechados...
Este coração assim, trancado,
Eu a vejo, quase posso tocar.


Este frio tão confortante, doce.
Devo sentir-me desprezado?
Sou mais um não encontrado,
Algo sobre o que não falar.


Esconde-se como se não fosse,
Mas é o mesmo peito trancado.
Não finjo. Ainda que humilhado...
Minh'alma posso auto-afirmar.


Chamas-me agora, hoje.
Meus ouvidos agora fechados,
Não te ouvem. Abafado...
É teu som, que mal posso identificar.


Pois agora te encontras longe.
Bem mais do que no passado.
Não somente neste espaço...
Mas agora na essência a pulsar.


















by Calado