Citações

- William Shakespeare
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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Metafísica noturna

No neurônico castelo, vejo...
Fortes garras de outra vontade,
À levarem gênero oposto.
E como que por pura maldade,
Desperto neste penar, desejo.

Nos pavimentos meus, aqui, vejo...
Ruas, homoeletricidade
A conduzir meu medo tolo;
Universal parelidade,
Toque de lábios, febre, desejo.

Epiderme envolvida vejo
Por laços de ossos e músculos,
E paira um pensamento ôco...
O ecoar de eco obscuro,
Volúpia vulcânica, desejo.

Mas no clarear das janelas, vejo,
Metafísica realidade.
Ilusão noturna, algum choro...
Entrar em choque com a verdade:
Funeral triste do desejo.

by Calado

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

SÓNETO



Carrego chagas de virtude,
E logo abate-me o mal do bem.
Afoga-me a falta do quem.
Pranteio sobre tudo que não pude.

A vida no asfalto me confunde,
Ao ponto de desejar um além.
Além que exista um alguém,
Que tudo ao redor se mude.

E encontro-me acorrentado,
E de pulsos sangrando.
Desejando um libertar.

Deste mal, que no hoje fadado,
Traz-me espelhos quebrados,
Dos desejos de um realizar.



by Calado

sábado, 27 de julho de 2013

Obelisco à humanidade decadente



E
Houve
Um dia,
Em que nós
Almejamos a grandeza...
E a sua companhia.
O conhecimento e o seu poder,
A sua irmã sabedoria.
Vencemos hidras e leões;
Titãs, deuses e o Khaos.
De guerras outrora campeões,
De Roma vencemos a tirania.
E assim pudemos conhecer o mal!
Separamos o mito do inevitável mundo real,
E o homem sofreu queda do céu ao imundo chão!
Foi-se conhecimento, grandeza, força e a doce dama sabedoria,
E nos fixamos à terra, à escuridão, à vergonha e a lamaçal da podridão. 
Nunca se pensou que tal monumento à mediocridade e à pobreza se ergueria,
Sobre pouco conhecimento
Enraizada.



by Calado

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Ruas do passado




Ruas escuras e silenciosas,
Hoje tão vazias quanto antes.
Foram palco de buscas ansiosas.
Um desesperado amar,
Em cores e dores vibrantes.

Visitas esperadas e carinhosas.
Por muitas vezes irritantes.
E noites de lua esplendorosa,
Desertas, não podiam separar
O desejo infinito dos amantes.

Nem as trevas assombrosas,
Ou criaturas errantes.
Sobrepujavam a foça espantosa
E seu conflito estelar,
De sentimentos inconstantes.

Mas agora, só dores ociosas.
Passos, somente exitantes.
Um ódio e uma dor furiosa.
Um triste e cruel apartar,
Lembro-me neste instante.

Oh! Saudade, cosia preciosa:
Beijos, abraços aconchegantes.
Tua silhueta formosa...
O eterno calor de amar,
Agora, tudo isso está distante.

Oh! Tu... fortuna maldosa...
Lembra-me do vivido antes.
Uma imagem calorosa,
De um lindo e calmo abraçar
Um amor que agora é ontem.

E Tu, figura formosa.
Já não lembro de teus lances.
Da voz forte, doce e sonora.
Deu teu corpo frágil a me acalentar,
E de como tudo era emocionante.

Tu ficaste, e eu fui embora.
Orgulho, dardo de veneno infame!
Através de feridas, pôs fim a história...
Que um dia quisemos começar.
Terminamos estranhos e distantes.

E tu, lembras agora?
Ou sou memória ultrajante?
Sou passado? Sou escória?
Queira um dia confessar:
Fomo intensos amantes.





by Calado

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Metanóia




Corta o peito, rasga o céu
Da boca, ferida purulenta.
Provocar dor, tormenta,
Corta o laço, rasga o véu.

Aço que outrora fez-se anel,
Agora sê lamina sangrenta.
Vem à alma e a condena,
A ser amarga como o fel.

Sendo já o que não era.
Abre a carne que lhe cobria,
Nascer de criatura.

Apresenta-se besta, fera.
Lamina, veneno, cólera fria,
Maldade e formosura.







by Calado

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Pretencioso




Talvez eu seja lembrado,
Como os mais esquecido.
Talvez... Talvez...

Talvez eu seja louvado,
Como insignificante menino.
É... Talvez!

Talvez, eu seja amado,
Por alguém a mim parecido.
Seja assim... Possa ser.

Talvez, "talvez" tão usado.
Tal o doce pela manhã comido.
Enjoei... Talvez?

É! Talvez tenha retornado,
Essa vontade de ser ovacionado.
Talvez eu ame vocês.

Talvez um talvez acabado,
Que agora chora abandonado.
Chorei? É... Pode ser, talvez.

Talvez eu queira, talvez tenha rejeitado.
Talvez eu veja. ou os olhos tenha fechado,
Sei que quero... É, talvez.!










by Calado

Zumbi



Sem caminho!
Vagando... Vagando...
Sem rumo,
Noite à dentro,
Desapareço, sumo...
Adentro a escuridão,
De olhos que não veem o clarão.

Sem destino!
Insano... Insano...
Assumo,
Que agora já não penso.
Apodreço, durmo...
Em transe, sem exatidão,
Do estado em que meus olhos me verão.

Não sinto,
Parando... Parando...
Escuro,
Não há calor aquecendo,
Nem mesmo frio noturno...
Apenas o vazio, glutão,
Desejo de saciar sedes que jamais cessarão.

Não vivo!
Vagando... Vagando...
Mergulho,
Na natureza que vai me corroendo.
Do "ser ou não ser" este mundo,
Possuindo apenas um grão,
Busca, desejando universos em expansão.









by Calado

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Exorcista



De meus próprios demônios á noite,
Sou a praga expurgadora;
E de antes até agora,
Por estes males perseguido,
Os expulso e os persigo.
Retrato falado, da noite que foi-se.

Sinto na pele as chicotadas, açoites,
Desta vontade devoradora.
Dama da noite, loucura.
Pelos desejos do mundo invadido,
Os expulso, os persigo...
Olhos fechados e ainda não durmo à noite.

Vejo-os tremer diante da foice!
Pois estes já não temem a ceifadora.
E a lâmina nada lhes é agora,
Pois que mortos entre os vivos,
Eu os expulso, os persigo...
Fecho os olhos, e peço para que se fossem.

E coloco diante de mim a noite.
E não vejo se quer alguma escolha,
Se não a de matar, morrer à toa.
Já nem sei se isto consigo,
Tento expulsá-los, os persigo!
Reviro-me à cama, se foste?

Então, caio, nesta rotina agridoce.
Na lâmina, no filho, na folha..
De papel que agora voa,
Não alcanço, pegar não consigo,
Meus demônios expulsar, tenho perdido,
O sentido de quem sou, de quem foste.














by Calado

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Escuro como o preto




Negro...
Como trevas densas e espessas.
Tão profano como o mal.
Este coração que apenas deseja.
Esqueço...
A humanidade mortal.

Negro...
Como criaturas vis e rasteiras.
Obscuro, ser abissal.
Uma alma que à dor permeia.
Esqueleto...
De uma vontade imortal.

Negro...
Como noite sem lua cheia.
Alegrando-me somente no final.
Extinguido até a ultima centelha...
Esvaneço!
Em meio a este solo banal.

Negro...
Fadado à maldade que me rodeia.
E à morte que me aguarda em sua nau.
Inquietude própria e alheia...
Pois desmereço,
Até as sombras, meu caminho natural.

Negro...
Sou um fantasma de bestas guerreiras.
Vontade de destruição afinal.
Ódio que corre nas veias,
Espesso...
Minha sombras, do início ao final.















by Calado

Estrada ao teu sorriso




Ignorei a razão,
E... Algumas curvas na estrada.
Nas curvas, derrapadas!
No olhar, um cisco!
Batidas aceleradas de coração,
Em busca de um sorriso.

No céu o clarão,
Na mão, Angústia é apertada.
Solidão se esconde, amedrontada.
Ao pensar: "Sorriso".
Lança-se do céu ao chão,
Deixa-me seguir sozinho.

Mas, Acaso é brincalhão!
E entra em cena em horas erradas.
Caio então em sua cilada.
Por fim... Fez-se juízo!
Do que gerou emoção,
Fui, ao encontro com o nada.

Tristeza vem e invade então!
Agora, que de mim arrancada;
Uma felicidade almejada,
Perdão se faz preciso!
Pois, sei nada foi em vão...
Para que de mim possa aproximá-la!

Se foi então o clarão,
E a noite regozija estrelada!
Então, almejo mais encontrá-la.
Agora, necessito.
Deste sorriso que me estendeu a mão,
Desta alegria que anseia ser encontrada.















by Calado



quinta-feira, 18 de abril de 2013

Praga




Tristeza suave na lembrança,
No fundo, busco uma esperança,
De algo que não posso enxergar.

E como então poderia?
Se a razão de minha alegria,
Tão distante parece estar.

Dê-me Deus a morte por bonança.
Pois neste, há uma criança...
Que no mundo está a chorar.

E por que não choraria?
Se por má sorte ou agonia,
Deseja o que não pode desejar.

Então, tomada a praga por aliança,
Sendo o que é pobre criança...
No escombros de um ser a desmoronar.

E por que não desmoronaria? 
Alicerce de areia suja e fina,
Da imagem que não pode se indentificar.

Cá, pois, traga o ultimo tratado.
Do qual viva por ter amado...
Desapareço em entradas que não posso entrar.














by Calado

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Armadura quebrada





Palavras de outrora ao vento,
Mostram a dor e a angústia.
Tempos de dor e penúria,
Sofridos no decorrer do tempo.

Hoje em triste desalento,
Chorando por um razão impura.
Dúvida de dor e sofrimento,
Que recusa-se a ver a cura.

Nas quatro paredes estou vendo,
O ser o não ser, a injúria;
Que afagam a mentira imunda,
E acariciam a mão que causa o sofrimento.

Hoje em triste desalento,
Deseja a solução da pra obscura.
Caindo em mentiras, esvanecendo,
Como guerreiro que perde a armadura.

Ah! Se privado fosse teu sofrimento!
Ainda que só restasse feiura...
A tela desta triste pintura,
Se tornaria o quadro do Sol nascendo.

Mas tuas penas caem e tremendo,
Inspira-te na canção que enclausura,
Levando-te a um mundo pequeno,
De lixo abissal e lamúria.

Considera os caminhos terrenos
Levando ao inferno e a tortura.
Esquecendo a sanidade das alturas,
Onde mudas teu destino efêmero.











by Calado

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Como o vento




Eu sou... Como o vento.
Passageiro por natureza,
Senhor de toda inconstância.
Em mim, guardo a eterna relevância,
De sempre desaparecer.

Nunca o mesmo com o tempo.
Sem trono, sem realeza,
Provido apenas de esperança.
Empunho amor, ódio, perdão e vingança.
Sou o que não se pode ser.

Paixões esqueci com tempo.
Amores pereceram com certeza.
Sem ao menos restar uma lembrança,
Inconstante, sem dar importância...
Sem um dia permanecer.

Espirito do alento.
Sem fundamento, sem firmeza.
Lugar onde o ser não alcança,
Torno-me tempestade da bonança.
Dúvida de nunca permanecer.

Eu sou... Como o vento.
Sem forma, sem corpo, sem firmeza.
Tão vacilante em minha confiança,
Tão maduro sendo eu criança,
Não sou nada do que venho a ser.








by Calado

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Desapego



Apego-me ao desapego,
De não apegar-me a nada especial.
Frívolo, insensível, superficial;
Caminho solitário e ermo.

Apego-me ao desapego,
De abandonar o que é sem igual.
Desvalorizar,  esquecer por total...
Facilidade em livrar-me que tenho.

Desapego-me e apego-me,
Em ciclo interminável de ações.
Com sentimentos frios como o aço.

Apego-me e desapego-me,
Como se esquecesse algumas canções.
De emoções, amigos, lugares me desfaço.









by Calado

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Teatro do Farsante







Noite a fora.
Uivo solitário para uma lua sombria.

Olhos cor e prata,
Assim como as estrelas contempladas.

E uma eterna escuridão.
Medos e desejos, agonia.

Palavras, já não restam.
Apenas este lamento uniforme e constante.

Alma que se despedaça,
Meio à luzes de tanto viventes.

Noite a fora...
Mais uma... De tantas estórias.

Senil e decrépito.
Épicos desertos, batalhas e destruição.

Empunho armas inexistentes,
Guardo virtude e honra verdadeiras.

Vitórias, incontáveis como farsas.
Traspassado pelas lâminas que eu mesmo criei.








by Calado

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Cem sóis










Do fundo dessa escuridão,
Em masmorras de terror.
Sem esperança, alegria, amor...
Com minhas unicas armas à mão.


Lágrimas de sangue escorrerão!
Fazer-me-ão sentir seu sabor,
De amargo metal em labor.
Coisas que a mim pertencerão.


Em meio a toda essa escuridão...
Cem sóis trazem-me amor.
Enquanto eu imploro por um doce perdão.


Mas essa eterna e oscilante dor...
Destrói pouco a pouco este coração.
Rasgado pelos sóis e pelo furor.
















by Calado

domingo, 1 de julho de 2012

Destruídor





De costas para mim...
Aonde quer que eu vá,
Várias realidades me ignoram.
Perante minha presença...
Se apartam, choram,
Neste eterno caminhar...
Só há lugares inadequados a mim.

Repúdio sem fim...
Vejo minha alma se despedaçar.
Diante de coisas que não me aceitam.
Me dada foi a sentença...
De fronte as estes mundo que me rejeitam,
Vejo um triste guerrear,
Uma incerteza sem fim.

Vendo a instabilidade ferir...
As asas com que eu posso voar.
Mundos ainda sim me imploram,
Que eu cumpra a penitencia!
Meros vermes que se rastejam...
Desejam me ver chorar,
Eu então darei vosso fim!

Destinado... A destruir!
Não importa em qual lugar...
Lágrimas estalam, ressoam.
Eliminando minha porção de esperança!
Meus gritos tão somente ecoam,
Em meio ao que não posso evitar...
Este destino de anunciar o fim!









By Calado

Quarto infinito




Em um quarto...
Uma vida vazia...
Ao som de uma caixa de música.
Uma inabalável melancolia,
Espreita o intimo do ser.
Com medo...
De talvez não ser.
Alguém...
Algo...
Desejo de amanhecer,
Atravessando diferentes dimensões.
De tantos...
De todos...
Os possíveis mundos um dia teus.
Ao som desta doce caixa de música...
Em vida!
Um jornada...
Através de uma mente abandonada.
Em um canto escuro...
Qualquer.
Em um quarto...
Espelho perpétuo da psiquê.
Sonhos de noites perturbadas,
Seu mundo...
Sua jornada...
Através do que um dia se perdeu....
Em meio ao que nunca foi teu...
Nasce!
Mais uma alma de tantas.
Mais uma razão quântica.
Um número...
Dos anos de sua existência.












by Calado

sábado, 26 de maio de 2012

Amnésia






Não sei o que me tornou assim!
               Apenas acordei um dia. Enfim...
Não escuto mais pulsar de coração,
               Somente triste sonata, ou canção,
Amores que perecem...
               Que não mereço, esquecem-me;
Não basta apenas o que sou!
               Não importa-me mais esta dor,
De espinhos de flores não minhas...
               Alma morta por incurável ferida.


Não possuo memórias de mim...
               Não me recordo de ouvir "sim".
Nem se quer recordo segurar tua mão.
              Apenas portas fechadas... "não's, não's"
Canções que perecem...
              Memória que morre, se esquece;
Não me lembro quem sou.
              Tenho apenas várias coisas sem valor.
Histórias... Que não são minhas,
              Pessoas mortas, outras feridas.


Perdoe-me, não lembro que escrevi....
              Nem ao menos, lembro de Ti!
Sou apenas uma breve ilusão,
              Que nada possui em mão.
Imagem que perece...
              Amante que morre, logo se esquecem!
Não existe o que sou.
              Forjo e suporto a minha dor,
De viver vidas que não minhas,
              Tornam-me real, enquanto crio esta ferida.










by Calado

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Borboleta negra




Ela veio como o vento...
Deixou o aroma de seus cabelos.
Tirou-me a paz, o sossego,
Bateu suas leves e negras asas...
Foi-se em curto tempo.


Ela veio como o vento...
Ignorou o meu triste apelo!
Deixou morrer um puro desejo,
Nunca se importara!
Desprezou do amor o intento.


Ela veio como o vento...
Ignorou como eu a vejo...
Sangro... Sofro... Pelejo!
Mesmo que não a conquistara...
Alegro-me em meu desalento.


Pois... Ela veio como o vento!
Deixou sua brisa de refrigério.
Doce e gentil, tímido gracejo.
Abriu então tão belas asas...
Foi-se quando já era tempo.




















by Calado