Assola-me.
Uma praga,
Uma graça.
Me esquivo,
E repudio.
Circunda-me,
À caçar-me:
Penosíssimo
Magnetismo.
Me afasta
D'amada.
Vejo-te
Perco-te.
Uma praga,
Tão necessária...
É fio de espada!
E agora,
Por hora...
Ânimo partido:
Amigos? Amigos!
by Calado
"Ser ou não ser, eis a questão: será mais nobre |
Estes membros à voar pelos ares.
Esta expressão de mortandade,
Preâmbulo postumo de fado.
Não há uma paz nesta cidade.
Só a boa e fiel: a crueldade,
Que só acresce peso ao meu fardo.
Mas logo - rachaduras, verdades
Que de dentro à mim invadem,
E viro chuva de estilhaços.
A desolação é que me cabe,
Na cidade reina inverdade,
Voar pelos ares então os faço.
Digo então a doce verdade:
Pavil, estopim, triste maldade...
Sopro da impiedade me faço.
by Calado
De norte à sul, prefiro a morte.
Chave para baixo paralisa
Esta tristeza que merecida,
Insiste em matar-me à noite.
Chave à cima... do sul ao norte,
Algum raio de sol me anima.
Chave à baixo, mesmo de dia?
Melancolia doce, Ah! Que sorte...
Vê! Passou hora de belo sol.
Nublado é este meu triste céu;
Não há onde se possa repousar.
E no fio do pendulo... Só cerol.
Nas facas-badaladas, puro fel.
Desvio de teu esmeralda olhar.
by Calado