Citações

- William Shakespeare

domingo, 21 de julho de 2013

Amor em flor



Ah! Se à vejo.
Oh! Torrentes fortíssimas!
Trágico e rápido pulsar.
Encho-me então de desejo,
Por tão inocente e linda,
A qual vejo cintilar.
Oh! Estrela do infinito.

Bendito desejo.
Que vem-me como primícia,
Não podia lhe esperar.
E inocente me vejo,
No ansiar de incessante carícia,
No perfume que dela sinto exalar.
Oh! Trágico céu infinito.

Pois... Se a vejo!
O infiel coração palpita.
E do corpo deseja saltar.
Nem se quer a conheço...
A inocente e pequenina,
De finos modos e andar.
Ah! Duros fados malditos.

Oh! Não mereço...
Este suspiro que tramita,
Neste peito a desejar.
E sofro de paixão e desejo,
O corte da lâmina da agonia,
No vejo, a vida me deixar.
Oh! Espaço-tempo infinito.








by Calado

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Androide



Lá vai o androide!
Ligando-se por cabos e fios
Invisíveis, pairando no vazio.
Movimentando-se sem pensar.
Que realidade pobre.

Lá vai o androide!
Para onde não há calor ou frio,
Onde só há alegria e brio,
Onde ninguém pode se alcançar,
Mas perto estar se pode.

Lá vai o androide!
Que nada faz sozinho,
Um programa pequenino;
Sem nunca jamais pensar.
Que vida triste o acolhe.

Lá vai o androide!
Com os demais parecido.
Gêmeos tardiamente concebidos,
Se nunca se encontrar,e
Pois isso não escolhe.

Lá vai o androide...
Sorri e chora sozinho.
Em um viver quadrado e pequenino.
Só caracteres a adicionar.
Que vida limitada androide!

Lá vai o androide!
Vivendo da vida do vizinho.
Esquece e é esquecido.
Chegou a hora de atualizar,
Esqueceste a vida que lhe acolhe?


by Calado

terça-feira, 16 de julho de 2013

Sonhos efêmeros de guerreiro


Um espada presa ao chão.
Uma lágrima anseia os céus.
Agora, ambas nada alcançarão.
Mesmo após tanto lutar,
O destino será o fel.

No solo, estende-se uma mão.
Rasgado está o véu.
Espada e lágrima brilharão.
Sob triste luz do luar.
Brilha, Oh! escarlate anel.

Amor e amada ficarão.
Também seu quebrado broquel.
As riquezas não o seguirão.
Só a glória lhe irá ficar,
Oh! misero destino cruel.

Nenhuma batalha no vão
Do tempo o tornou réu.
Mas as sonhos o abandonarão.
No teu futuro lugar,
Quer seja luz, ou fogaréu.

Destinada-lhe a podridão.
Futuros perdidos ao leo.
Coisas... Que jamais brilharão,
 Quando a cortina se fechar.
Ultimo anseio: Os céus.





by Calado