Citações

- William Shakespeare

quarta-feira, 3 de março de 2010

O amor do Poeta

 

O poeta não sabe amar! Nem o pode fazer.
Pois vive da espéra do amor!
Na doce espéra de ver seu sonho se realizar.
Sua palavras ele as lança...
Lança aos ventos noturnos.
Na esperança que sua amada o escute!
Na esperança que ela venha lhe amar!

Que farás de tua vida Ó poeta,
Quando o amor tiveres provado?
Quando aquela que ao teu irá coração escolher,
Tiveres encontrado?

De certo que agora tu viverás em amor!
De modo que tua palavra se perderá.
E que mais irás fazer?
Que os ventos a que te lançastes
Tua resposta trouxeram!
E agora com teu coração cheio de paixão,
Sobre que irás escrever!

Creio que escreverás de tua amada!
Sobre os beijos calorosos que tens recebido!
Caricias cheias de paixão e amor,
Que esqueces a dor que tenhas outrora sentido!

Eu bem conheço o teu coração!
Pois poeta também sou!
E também vivo a espéra da minha amada!
Minha palavras tenho lançado...
E respota alguma tenho recebido!
Acredito que nesteo mundo alma alguma pode ouvir-me
Quanto mais minha desejada.

E certo que alguns poetas não podem amar.
E se pudessem fazer, saberiam do desconhecido!
Talvez estes desaparecessem de paixão,
Esquecendo da dor que precisam ter aprendido!

by Calado

Silencio

Por várias vezes... Eu usei meu silêncio!
Usei-o para esconder o que sentia... Quer seja medo ou amor!
E em muitas situações... Ele quem me deu a sustento.
Seja quando eu precisasse de paz... Ou cura para minha dor!

Esse mesmo silêncio me remete a pensar em você!
É o silêncio que há em meu coração, que não desejo ouvir.
Prefiro o som atordoante dele pulsando diante de te ter!

Em meio ao silêncio, é que eu penso nessas frases para Ti!
Sobre longos períodos de quietude, pensar como posso te dizer!
E mesmo em meio a calmaria, percebo minha tempestade a resistir!
Então contemplando esta quietude, penso que não há mais nada a fazer!

Foi em meio ao silencio de meu coração, ao olhar a luar...
Onde percebi pela 1ª vez meu coração pensar em Ti.
Sem ao menos mesmo saber o que de mim estás a buscar!

by Calado

terça-feira, 2 de março de 2010

Estranho

 

Eu sou mais um a sofrer?
Apenas mais não-afortunado pela vida?
Apenas mais um, dos infelizes que vagam sem amor?

Eu tenho vivido da minha tristeza!
De toda a dor, melancolia e sofrimento que ela me trouxe.
Tenho escrito palavras ao ar, dito coisas que ninguém ouve!

Abandonado por um mundo insensível...
Considerado o mais pobre dos homens sem amor!
Eu sou apenas alguém que vive da própria tristeza!

Desencantado do que é o amor!
Ao mesmo tempo iludido pelas minhas próprias palavras.
É assim que eu tenho levado minha vida!

Eu talvez...  Seja apenas mais um poeta!
E talvez sem tristeza eu venha a desaparecer.
Talvez sem ela, poetas não venham a existir!

Ela tem sido minha amiga...
Embora fria e cruel, tem segurado minha mão. Razão de esperança!
E mesmo com ela ao meu lado não tenho perdido a fé e esperança.

Quão confusos são os pensamentos do poeta,
Tristeza, confiança, fé, razão...
Coisas que juntas dessa forma são tão incompatíveis quanto o amor!

É algo que ainda desejo compreender...
A arte de tirar a beleza do meio da dor e da tristeza!
Assim como não sentir dor alguma em meio ao amor!

Eu tão pequeno humano, com minha duvidas humanas...
Cavando mais fundo meu buraco de ilusão!
Onde talvez eu enterre todas as palavras que um dia proferi!

Vivo do desamor, tristeza e choro. Estranho eu sei!
Mas...   Ainda em vida acredito que pague por tudo que falei!
Até mesmo pelas dores que eu inconsciente senti!

Porque a vida é algo incerto, e não dá aviso prévio!
E só recebemos o que plantamos, já vi isso em tantos como eu!
Levanto minhas mãos ao céu. Pois daqui, tristeza e desamor algum irei levar!

by Calado