Citações

- William Shakespeare

sábado, 7 de setembro de 2013

Contemporaneidade



Completude defasada, abismo,
Em meio a preâmbulos ocultos.
Tal como selva, vozes e vultos,
Fantasmas para me assombrar.
Finjo então... Que não existo.

Minha senda, trilhar já não consigo,
Pelo fio da espada de sábios incultos.
Enlouqueço, em meio aos surdos,
Todos apenas sabem falar...
Calar-se - Dom para divinos.

Nem o sapiens intelecto mamífero!
Enlouquece, e não escapa do surto.
Dentro de cercas - Garanhões xucros,
Não há quem possa os domar.
Não vejo "homem", nestes dias vividos.

Então, nesta esfera espacial, impelido,
Pelo mar de ideias e ondas sem rumo,
Ao recife pragas e insultos
Contra a doce sabedoria impar.
Tal como antes: Voltamo-nos ao abismo.




by Calado

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Eu Werther



Sem forma...
À tona torna,
Vem nos tragar.

E agora?
De vez aflora,
Vem alegrar.

Mas outrora,
Da janela afora,
Um eu iria pular.

Senhora,
Te casas agora?
Na cela irei ficar.

Sem forma...
Só dor lá fora.
E assim deverá ficar.

Tu choras?
Uma arma agora,
O gatilho não pude puxar.

Morro agora,
Tornando à vida lá fora.
Tragédia de amar.





by Calado

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Sobre as torres de pandora




Me assusta esse Belo!
Que redutível em cinzas,
D'ouro se adornar precisa.
Passageiro e efêmero,
Venenoso sofisma.

E a ele não quero!
Somente borrão de tinta.
Que a tudo escandaliza;
Oh! Orgulhoso e pequeno.
Nada és para vida.

Perdão! Sou sincero.
Digo: Feres a vista,
À qual eras bem vinda,
Já não dedica-lhe zelo.
Oh! Infame pequenina.

E agora já não espero...
Que esta mente faminta,
Deseje tal beleza ressequida.
Antes, padecer, é meu apelo...
Livrar-me desta maldita.


Com no passos no teto,
De ponta cabeça caminhas.
Porém, vazia e desnutrida,
Falta-lhe humanidade e apego,
Às mãos outrora estendidas.

E a luz de meu olhar nego,
Para tua bela carnificina.
Pois foste da beleza à rapina,
E agora és fantasma meigo...
És uma deusa maldita.




by Calado