Citações

- William Shakespeare

domingo, 6 de janeiro de 2013

Falta de Ti




Não há um móvel aparente.
Nem se que uma impulso singular.
Apenas eu, e esta paixão a queimar,
Como calor de um dia ardente.

Não há um musa contente.
Ou se quer um donzela a esperar.
Apenas o coração a pulsar,
E um vazio profundo e atraente.

Não há uma batalha valente.
Ou até mesmo uma razão chega a faltar.
Para esta espada fortemente empunhar,
Apenas olhos descontentes.

Não há uma luz incandescente.
Ou uma tragédia para um "nós" encenar.
Nem mesmo uma morte por amar,
Vida sem amor tão somente.

Falta-me tudo, finalmente.
Falta-me amor, falta-me amar.
Falta-me um desejo, alguém para desejar.
Falta-me a falta de ti, isso somente.









by Calado

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Linhas frias




Sempre vazias. inquietas, frias.
Tão sedentas por um pouco de afeto.
Choro, peço, imploro...
Respondido em nada, é certo.

A chuva não estia, molha, invadia.
Esta sala de dor e ódio certo.
Amo, desejo, adoro...
Perco-me, o que não parece correto.

E em mais ou menos dia...
Esquecido? Um dia por completo.
O "euteamo" tão sonoro,
Perde-se neste mar de frio e concreto.

Sempre vazias, inquietas, frias.
Versos e estrofes que não existem ao certo.
Me debato, esperneio, choro...
Caio na mesmice e no desprezo gélido.

Alegria, dor, felicidade e agonia.
Coisas que me fazem o mais incompleto,
Bebendo em lugar de vinho, cloro,
Me aguardando então: O caixão aberto.

Ah! Como desejo me livrar da alergia,
Do mundo de surdos que guiam cegos.
Ajuda divina tão somente imploro,
Clamor de um guerreiro que morre no deserto.













by Calado

Ainda sim, digo-te adeus



Ainda sim, digo-te adeus.
Com mágoas de todos estes erros.
Os meus, os teus,
Entre tantas dores e medos.
Apenas uma flor a murchar.

Ainda sim, digo-te adeus.
Como que parte para o ermo.
Deixo-te então como queira Deus,
Vivo e morre neste ciclo de desterros.
Apenas uma flor a murchar.

Caio nesta espira de adeus,
Respiro, vivo, sinto.
Assombrado pelos pecados meus...
Morro, mato, minto.

Caio nesta penúria de adeus,
Te amo, te odeio, ressinto...
Todos os dias ao lado teu,
Que amo, que esqueço, que estão perdidos.










by Calado