Citações

- William Shakespeare

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Sentada à beira caminho




Uma criança sentada à beira caminho,
Te encontrei!
Algumas roupas sujas e um fardo nas costas.
Menina, jeito gentil,
Em seu rosto, expressão viril,
E agora, nada mais importa.

Uma criança sentada à beira caminho,
Eu pensei:
Se eu pudesse aliviar a dor penosa.
No dia em que tu me sorriu,
No dia em que o coração se partiu,
Não te enxergo mais agora.

Uma criança sentada à beira caminho,
Pensa em ser,
Pensa em busca um caminho agora.
Seus passos? não se viu!
Mas agora partiu.
Como meu coração parte-se naquela hora.

Uma criança sentada à beira caminho,
Assim, lhe encontrei,
À mercê do vento que soprava naquela hora,
Você então me sorriu,
Brilho singelo e tardio..
Que o destino apagou a aurora.

Uma criança sentada à beira caminho,
Assim... Eu lhe deixei.
Entre as lágrimas e as badalas às zero hora.
Pranto que Tu não viu,
Algo que então se partiu,
Na memória, só me resta o adeus agora.









by Calado

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Pathétique




Ira-me tua covardia,
Ao passo que amo e desejo,
Teus olhares doces e meigos,
Ao ponto de causar agonia.

Amo tua alegria,
Em teus medos me entristeço.
Temo, me iro, desmereço...
Teu sorriso que me contagia.

Agora ao ódio me recolho e reconheço,
A culpa na tribuna dos desalmados.
Aonde há um lugar para mim.

Antes tivesses ignorado teu medo,
E tão somente tivesse amado,
Talvez o final fosse mais feliz.





by Calado

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Armadura quebrada





Palavras de outrora ao vento,
Mostram a dor e a angústia.
Tempos de dor e penúria,
Sofridos no decorrer do tempo.

Hoje em triste desalento,
Chorando por um razão impura.
Dúvida de dor e sofrimento,
Que recusa-se a ver a cura.

Nas quatro paredes estou vendo,
O ser o não ser, a injúria;
Que afagam a mentira imunda,
E acariciam a mão que causa o sofrimento.

Hoje em triste desalento,
Deseja a solução da pra obscura.
Caindo em mentiras, esvanecendo,
Como guerreiro que perde a armadura.

Ah! Se privado fosse teu sofrimento!
Ainda que só restasse feiura...
A tela desta triste pintura,
Se tornaria o quadro do Sol nascendo.

Mas tuas penas caem e tremendo,
Inspira-te na canção que enclausura,
Levando-te a um mundo pequeno,
De lixo abissal e lamúria.

Considera os caminhos terrenos
Levando ao inferno e a tortura.
Esquecendo a sanidade das alturas,
Onde mudas teu destino efêmero.











by Calado